Novas marcas no Geneva Watch Days
O Salão Internacional de Relojoaria de Genebra (Geneva Watch Days), que se estende por toda a semana, reúne 71 marcas de relógios, a maioria das quais são selos emergentes.
Para essas empresas em busca de visibilidade, o evento oferece uma porta de entrada relativamente acessível ao mundo do luxo, onde o selo “Swiss Made” permanece um trunfo, mas não garante o sucesso.
Marcas jovens estão afluindo a Genebra: 60% das marcas presentes têm menos de 25 anos de existência. As empresas vêm em busca de visibilidade, para se reunir com clientes e construir redes de contatos, com um investimento médio inferior a 50 mil francos.
Esta quantia é relativamente modesta para o setor. “Se você vai a um salão clássico de relojoaria, você prevê gastar pelo menos 300 mil a 400 mil francos. E estamos falando de milhões quando se trata de grandes salões”, disse Jean-Christophe Babin, presidente do Geneva Watch Days.
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Tarifaço abala indústria relojoeira suíça
Os expositores também dispõem de grande liberdade, escolhendo entre suítes de hotel e espaços montados diretamente nas docas.
Para se destacar em um mercado de luxo em constante evolução, marcas jovens estão concentrando o foco na expertise e no trabalho artesanal. O selo “Swiss Made” continua a representar uma garantia de qualidade, mesmo com o avanço da digitalização e da inteligência artificial (IA).
“Hoje, com a IA, a impressão é de que tudo é digital”, disse Cédric Joos, gerente de marca da Hautlence. Nesse contexto, ele acredita que “os ofícios artesanais ganharão valor nos próximos anos”. A qualidade do serviço também importa porque, na relojoaria de luxo, a compra permanece fortemente ligada à emoção e ao relacionamento com a marca.
O prestígio do selo suíço não é uniforme, contudo. “Ele está perdendo parte de sua força em determinados mercados, em especial na Europa. Em outros, como no Oriente Médio ou na China, ele ainda é muito importante”, ressalta Babin.
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Designer de relógios: uma estrela na sombra
Essa constatação é compartilhada por alguns visitantes. Para um cliente entrevistado pela emissora pública suíça RTS (empresa de radiodifusão pública suíça de língua francesa), “Swiss made” permanece como sinônimo de qualidade, sobretudo no setor de luxo. A produção na Suíça também segue como um critério suscetível de agradar a alguns colecionadores europeus.
Apesar das transformações do setor, a indústria relojoeira suíça permanece dinâmica. Suas exportações subiram quase 10% em julho, superando 2,6 bilhões de francos. Este é um sinal encorajador para um setor no qual marcas emergentes buscam agora se estabelecer.
Adaptação: Alexander Thoele
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