Motorista da Uber acusada de homicídio involuntário após acidente em carro automático

O momento antes da colisão entre um carro da Uber e um pedestre em Tempe, Arizona, em março de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. setembro 2020 - 18:03
(AFP)

A motorista de um veículo automático da Uber envolvido em um acidente mortal em março de 2018 no Arizona, sul dos Estados Unidos, foi acusada de homicídio involuntário pela Justiça americana.

A mulher se declarou inocente, segundo um comunicado das autoridades locais divulgado na terça-feira.

O carro circulava em Tempe, Arizona, em meio a um programa de testes do sistema de direção automática desenvolvido pela Uber, quando a motorista atropelou um pedestre que atravessava a rua a pé, de noite, junto com sua bicicleta.

"Quando um motorista toma o volante de um carro, ele tem a responsabilidade de controlar e conduzir esse veículo em toda segurança e em respeito às leis", destacou a promotora do condado, Allister Adel.

A agência responsável pela segurança dos transportes nos Estados Unidos estimou no final de 2019 que a motorista do veículo era a principal responsável pelo choque, já que foi distraída por seu celular no momento do acidente.

Mas a agência também questionou a Uber.

Embora os radares do volante tenham detectado a vítima 5,6 segundos antes do impacto, o software não estava programado para reconhecê-la como um pedestre, já que ela estava fora de uma faixa de pedestres, disse a agência.

O acidente, junto com aqueles que envolvem carros Tesla equipados com um software de assistência ao motorista, forçaram a maioria das empresas envolvidas em tecnologia de direção automática a reavaliar seus sistemas de segurança.

Consultada pela AFP, a Uber não quis comentar a acusação nesta quarta-feira.

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