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O filme sobre Michael Jackson, uma cinebiografia supervisionada pela família

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Uma cinebiografia supervisionada pela família Jackson revisita a primeira parte da vida de Michael Jackson e sua ascensão ao sucesso, embora não aborde os aspetos mais polêmicos que cercam o cantor. 

Estas são cinco características de “Michael”, que estreia esta semana no Brasil, e que pretende concorrer com a cinebiografia musical “Bohemian Rhapsody” (2018), sobre Freddie Mercury, o maior sucesso do gênero.

– Sem polêmicas –

O filme começa em 1966, em Gary, Indiana, cidade onde o Rei do Pop nasceu em 1958, e termina em 1988, em Londres, durante um show da sua turnê Bad World Tour. 

O período permite evitar os temas mais controversos, sobretudo os casos judiciais que começaram a manchar a imagem do ícone a partir de 1993. 

O adolescente Jordan Chandler apresentou então uma queixa contra ele por abusos sexuais. O caso foi resolvido em 1994 com um acordo financeiro com a família do jovem. 

O mesmo aconteceu com o julgamento criminal de 2005 em Santa Maria (Califórnia), no qual enfrentou dez acusações após as denúncias de outro adolescente. A estrela foi absolvida.

– Um roteiro editado –

Segundo a revista americana especializada Variety, que cita uma pessoa próxima à produção, um terço do filme estava inicialmente dedicado aos problemas judiciais do astro. 

Só depois das filmagens é que os advogados responsáveis pelo legado de Michael Jackson se deram conta de que havia uma cláusula no acordo assinado com a família de Jordan Chandler que proibia qualquer representação ou menção a ele em um filme. O final do longa-metragem teve de ser totalmente refeito. 

Na versão que será lançada, o filme termina com dois shows: o último de Michael Jackson com seus irmãos como parte dos Jackson Five em 1984, em Los Angeles, e o de Londres em 1988, da turnê Bad, em seu auge.

– O clã Jackson –

Um tema amplamente abordado no filme é a dimensão familiar da lenda Jackson, com o patriarca Joseph Jackson, que maltratava seu filho prodígio, no centro da história. 

MJ, que começou a se apresentar nos palcos aos 6 anos, nunca teve amigos da sua idade. Vivia cercado por seus oito irmãos e irmãs, todos artistas. 

Esta cinebiografia traz a marca do clã, com Jaafar Jackson, sobrinho de Michael, interpretando o astro. 

Na produção, estão Graham King (“Bohemian Rhapsody”) e, sobretudo, os testamentários do Rei do Pop, John McClain e John Branca, este último também retratado no filme. 

Os irmãos e irmãs Jackson ainda vivos aparecem nos créditos como produtores executivos.

– O negócio –

Segundo a Variety, a Lionsgate, distribuidora, espera arrecadar 700 milhões de dólares (3,47 trilhões de reais) com este filme, cujo orçamento chega a 200 milhões de dólares (993 milhões de reais). 

Isso colocaria “Michael” muito à frente de todas as produções do gênero, exceto “Bohemian Rhapsody” (910 milhões de dólares, 4,52 bilhões de reais). 

A herança do Rei do Pop gera centenas de milhões de dólares todos os anos graças a espetáculos como o musical “MJ” ou “Michael Jackson ONE”, do Cirque du Soleil. 

O documentário “This is It”, sobre os ensaios da turnê que Michael Jackson preparava pouco antes de sua morte, arrecadou quase 270 milhões de dólares (1,34 bilhão de reais) em todo o mundo em 2009.

– E depois? –

O filme termina com uma imagem em que se lê: “A história continua”. 

A produtora deu a entender que uma segunda parte está em preparação. 

Segundo o produtor Graham King, a história se centrará nos álbuns “Dangerous” (1991) e “Invincible” (2001), além da compra e construção de Neverland, sua propriedade na Califórnia adquirida na década de 1980. 

Com 1.100 hectares, Neverland conta com quatro casas, um lago com cascata e vários espaços para os animais, a grande paixão de Michael Jackson.

bur-agu/vg/es/erl/jc/fp

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