CICV, a agência humanitária baseado em Genebra, vem lutando há algum tempo com grandes problemas de financiamento, uma situação exacerbada pela guerra Rússia-Ucrânia.
O porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) declarou na terça-feira que o corte de 1.500 empregos acompanharia o fechamento de pelo menos 20 dos 350 escritórios globais. Vários programas de ajuda também serão escalonados ou arquivados, disse ele.
A organização já havia advertido que estava enfrentando um déficit em seu orçamento desejado de 2,79 bilhões de frarncos (US$ 2,99 bilhões) para 2023; na última quinta-feira, sua assembléia aprovou cortes de 430 milhões para este ano e o início do próximo.
O diretor do CICV, Robert Mardini, disse à mídia no mês passado que havia “menos doações para a ajuda humanitária em geral” e que o foco no conflito Rússia-Ucrânia havia levado a crises em outras partes do mundo “a serem esquecidas”.
Das 10 operações mais importantes do CICV, que comemora seu 160º aniversário este ano, somente a Ucrânia tem uma perspectiva de financiamento positiva, disse Mardini à rádio pública suíça RTS. Todas as outras operações (Afeganistão, Síria, Iêmen, Sul do Sudão, Somália, Iraque, República Democrática do Congo, Etiópia, Nigéria) estão subfinanciadas, disse ele.
Na terça-feira, a organização prometeu limitar ao máximo as demissões, e disse que daria prioridade aos cortes através da contratação de congeladores e saídas de pessoal natural.
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