Onda verde favorece partidos ecologistas suíços

Os dois partidos verdes na Suíça, cujas campanhas foram marcadas por temas ecológicos e ligados ao clima, foram os ganhadores claros das eleições parlamentares. O Partido do Povo Suíço (SVP, na sigla em alemão, direita conservadora) perde votos, mas continua sendo o grupo mais forte no Parlamento.

Este conteúdo foi publicado em 21. outubro 2019 - 07:15
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A presidente do Partido Verde Suíço, Regula Rytz (à direita), surpresa com o excelente resultado do seu partido nas eleições parlamentares Keystone / Peter Schneider

Os suíços decidiram quem ocupará o parlamento do país durante os próximos quatro anos.  O Partido Popular Suíço (SVP), direita populista, está do lado perdedor e, de acordo com a terceira projeção nacional da SRG, perdeu 3,8 pontos percentuais dos votos no Conselho Nacional, a Câmara dos Deputados, mas continua sendo o partido mais forte, com 25,6% dos votos e 53 cadeiras (-12) das 200 disponíveis. 

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Avanço das questões ambientais e climáticas

O Partido Verde (PV) e para o Partido Verde Liberal (PVL) ganharam muitos votos adicionais. O PV ganham 6,1, pontos percentuais para 13,2% (+17, para um total de 28 cadeiras); o PVL, 3,2 pontos percentuais para 7,8% (+9, para um total de 16 cadeiras).

O Partido Verde ultrapassou o Partido Democrata Cristão (PDC), que chegou a 11,4% (-0,2%) e perdeu três cadeiras, ficando atualmente com 25. Na frente dos verdes ficou o Partido Socialista (PS), com 16,8% dos votos (-4, para um total de 39 cadeiras) e o Partido Radical Liberal (-1,3%, -4 para um total de 29 cadeiras).

Estrutura estável

Pelos padrões suíços, a vitória dos partidos ecologistas é extraordinária. O cientista político suíço Lukas Golder descreve a eleição como "histórica". "A dimensão das mudanças é enorme, a vantagem dos verdes de cinco e mais por cento é um aumento incrível e é muito raro na Suíça", disse para a televisão suíça SRF. 

Apesar do sucesso dos Verdes, a estrutura de poder no parlamento suíço mudou relativamente pouco. Ele é tradicionalmente dominado por quatro partidos principais de todo o espectro político, que também partilham os sete cargos ministeriais no governo.

O governo da Suíça, o Conselho Federal, será eleito pelo novo parlamento em 11 de dezembro. Em regra geral, os atuais membros são confirmados, no entanto, tendo em conta o sucesso que tiveram nas urnas, os Verdes agora também reivindicam um lugar no Conselho Federal.

Mais mulheres

A proporção de mulheres aumentou fortemente após as eleições. 85 dos 200 assentos são ocupados por mulheres, o que corresponde a uma proporção de 42,5%. Até então, o Conselho Nacional (Câmara dos Deputados) tinha apenas 63. 

Na greve nacional de mulheres de 14 de junho de 2019, uma das maiores manifestações de massa da história recente da Suíça, uma exigência central era que a representação das mulheres nas instituições políticas do país fosse melhorada.

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Senado em aberto

Por enquanto ainda não há resultados definitivos para o Conselho dos Estados (Senado, com 46 assentos). Os primeiros resultados mostram que o Partido Verde conquistou lugares nos cantões de Glarus e Neuchâtel. O PDC ganhou até agora o maior número de senadores (8) - na legislatura de 2015 a 2019 já era o partido mais forte no Conselho dos Estados. O PL ganhou sete assentos e o SP e SVP, três assentos. Além disso, um candidato sem partido foi eleito. 

Em muitos cantões ocorrerá o segundo turno, pois o candidato só é eleito com maioria absoluta. Vinte e dois assentos ainda estão vagos.

Número de eleitores abaixo de 50%.

A taxa de participação foi de 46,1%. 2,4 pontos percentuais a menos que em 2015. Foi abaixo das expectativas. Tendo em conta as principais questões eleitorais relacionadas com as mudanças climáticas e a greve das mulheres, previa-se uma taxa de participação de cerca de 50%.

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