
Trump pede libertação de ex-funcionária condenada por fraude eleitoral

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que intensificou os ataques contra o sistema eleitoral americano, exigiu nesta quinta-feira (21) a libertação de uma ex-funcionária do Colorado condenada por irregularidades relacionadas às eleições presidenciais de 2020.
“LIBERTEM Tina Peters, uma patriota valente e inocente”, escreveu Trump em sua rede Truth Social, ameaçando tomar “medidas severas” caso não fosse ouvido.
Peters, uma ex-funcionária do condado de Mesa responsável por diversas funções administrativas, incluindo a supervisão eleitoral, foi condenada em outubro de 2024 a nove anos de prisão por permitir que um apoiador de Trump acessasse dados eleitorais confidenciais de 2020, segundo a CBS.
O homem buscava demonstrar a existência de fraude nas eleições vencidas pelo democrata Joe Biden, uma vitória que, até hoje, Trump se recusa a reconhecer, apesar de seus resultados terem sido confirmados por várias decisões judiciais.
A mensagem do republicano desta quinta-feira chega após uma série de ataques ao sistema eleitoral. Na segunda, ele reiterou seu desejo de “eliminar o voto por correio”, uma de suas obsessões.
O presidente anunciou que assinaria um decreto para “contribuir com a honestidade nas eleições parlamentares de meio de mandato”, que serão realizadas em novembro de 2026, sem fornecer detalhes sobre o texto.
No final de março, ele já havia assinado uma ordem executiva destinada a restringir o voto por correio e impor controles mais rigorosos ao registro de eleitores nos diversos estados da União.
Nos Estados Unidos, a organização das eleições é prerrogativa dos estados, com certa supervisão do Congresso, mas Trump questiona essa divisão de poderes e menciona com frequência a possibilidade de se candidatar novamente em 2028, embora a Constituição proíba um terceiro mandato.
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