Escândalo amoroso abala Supremo Tribunal da Suíça
Um ex-presidente do Supremo Tribunal Federal da Suíça pediu a renúncia de dois juízes após a revelação de que esconderam um relacionamento amoroso. O caso reacendeu o debate sobre independência judicial e levou a mais alta corte do país a enfrentar uma crise institucional.
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O ex-presidente da corte, Ulrich Meyer, afirmou em entrevista ao grupo CH Media que o romance entre os juízes Yves Donzallaz e Beatrice van de Graaf permitiu que o tribunal “deslizasse conscientemente para uma crise institucional”.
Segundo Meyer, os dois deveriam renunciar imediatamente ou ao menos desistir de disputar a reeleição prevista para setembro de 2026. A legislação suíça proíbe explicitamente a “coabitação duradoura” entre membros do Supremo Tribunal Federal.
Na avaliação do ex-magistrado, a Comissão Administrativa do tribunal — órgão responsável pela supervisão da mais alta corte suíça, presidido por François Chaix — também não pode escapar de responsabilidade, independentemente de saber ou não sobre o relacionamento.
Meyer afirmou que até mesmo uma relação íntima pode comprometer a independência judicial e, por isso, deveria ter sido investigada mais profundamente.
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Meyer relembra críticas do passado
O ex-presidente também comentou controvérsias envolvendo sua própria gestão. Em 2020, Meyer foi criticado por declarações depreciativas sobre uma juíza do Tribunal Penal Federal. Na entrevista, reconheceu que os comentários internos foram um erro.
Sobre um antigo relacionamento com uma funcionária do então Tribunal Federal de Seguros, em Lucerna, Meyer destacou que agiu com “total transparência”. Segundo ele, todos os juízes do colegiado foram informados quando o relacionamento terminou.
Adaptação: Fernando Hirschy
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