Suíça cria chip que pode acabar com os fake de uma vez
Pesquisadores da ETH Zurique desenvolveram uma tecnologia que promete dificultar a disseminação de deepfakes ao registrar imagens e sons com uma assinatura digital no momento da gravação.
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Pesquisadores da Escola Politécnica Federal de Zurique (ETH Zurique) desenvolveram uma nova tecnologia para combater os deepfakes. Um chip assina imagens e sons com uma espécie de assinatura digital assim que eles são gravados. A ideia é permitir a verificação da autenticidade do conteúdo a qualquer momento.
A tecnologia pode ser integrada a qualquer tipo de sensor ou câmera, informou a ETH Zurique na terça-feira. Dados, imagens e sinais de áudio seriam assinados criptograficamente em um chip sensor no exato momento em que são gerados.
Graças a essa assinatura, seria possível comprovar que os dados realmente vieram de uma câmera ou de um dispositivo de gravação, identificar quando foram registrados e verificar que não sofreram alterações.
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Para manipular esses dados, seria necessário um ataque físico ao chip. Segundo o pesquisador Fernando Cardes, um dos desenvolvedores da tecnologia, o esforço técnico para isso seria tão alto que tornaria praticamente impossível a produção em massa de conteúdos adulterados.
Os pesquisadores já construíram um protótipo. Embora ele comprove a viabilidade da proposta, ainda serão necessários novos passos até que a tecnologia possa ser usada comercialmente, segundo a ETH Zurique.
A equipe já entrou com um pedido de patente e agora estuda formas de facilitar a integração da tecnologia por fabricantes de câmeras.
Adaptação: Fernando Hirschy
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