The Swiss voice in the world since 1935

Suíça apóia processo de paz na Colômbia

Jan Egeland, da ONU, e Manuel Marulanda, chefe das Farc, no início do encontro entre a guerrilha e as delegações internacionais Keystone

A Suíça e outros 25 países participaram quinta-feira, na Colômbia, da primeira reunião com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), a guerrilha mais poderosa do país. A ONU e a União Européia também estiveram representadas. A reunião durou 9 horas.

No comunicado divulgado ao final de 9 horas de reunião, “todos os países e organismos presentes insistem em apoiar uma solução política negociada do conflito interno colombiano e incitam as partes a chegar a um acordo que permita alcançar a paz na justiça social e os direitos humanos”.

A reunião foi realizada 700 kms ao sul de Bogotá, na região do Caguán, na zona desmilitarizada controlada pela guerrilha. O encontro e o comprometimento da comunidade internacional deu legitimidade às FARC como integrante do processo político na Colômbia.

Os 26 paises foram representados principalmente por seus embaixadores: Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Costa Rica, Chile, Cuba, Dinamarca, Ecuador, Espanha, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão, México, Noroega, Holanda, Panamá, Peru, Portugal, Suécia, Suíça, Venezuela e Vaticano. A ONU e a União Européia também participaram.

O grande ausente foi os Estados Unidos. Convidado pelo presidente colombiano Andres Pastrana, na semana passada, em Washington, o presidente Bush não aceitou a participação americana.

A Suíça foi representada pelo embaixador em Bogotá, Victor Christen, e pelo professor Jean-Pierre Gontard, diretor do Instituto de Estudos sobre Desenvolvimento da Universidade de Genebra.

Os diplomatas foram informados sobre a evolução das negociações entre o governo colombiano e as FARC, iniciadas em 24 de outubro de 1999. Inicialmente, as Farc eram reticentes quanto ao encontro com a comunidade internacional mas sua posição evoluiu com a tomada de posição cada vez mais clara contra o plano Colômbia, elaborado pelos Estados Unidos.

“A Suíça vem seguindo há anos a evolução colombiana, apóia o processo de paz e vai continuar trabalhando nesse sentido”, afirmou à swissinfo Ricardo Pescia, do Ministério das Relações Exteriores, em Berna.

A Suíça também é membro do chamado “grupo de amigos” de 5 países que promovem contatos entre o governo colombiano e o Exército de Libertação Nacional (ELN), segundo maior grupo guerrilheiro na Colômbia.

A guerra civil colombiana começou há 37 anos e estima-se que já tenha provocado 130 mil mortos.

swissinfo e agências

Mais lidos

Os mais discutidos

Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch

Mostrar mais: Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch

Veja aqui uma visão geral dos debates em curso com os nossos jornalistas. Junte-se a nós!

Se quiser iniciar uma conversa sobre um tema abordado neste artigo ou se quiser comunicar erros factuais, envie-nos um e-mail para portuguese@swissinfo.ch.

SWI swissinfo.ch - sucursal da sociedade suíça de radiodifusão SRG SSR

SWI swissinfo.ch - sucursal da sociedade suíça de radiodifusão SRG SSR