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Cólera afeta mais de 10.000 pessoas na Nigéria

Mulheres nigerianas fazem fila para receber alimentos no acampamento de deslocados de Rann, nordeste da Nigéria, em 29 de julho de 2017 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 12. novembro 2018 - 12:53
(AFP)

A epidemia de cólera na região nordeste da Nigéria, onde atua o grupo extremista Boko Haram, deixou 175 mortos e afeta mais de 10.000 pessoas, advertiu nesta segunda-feira o Norwegian Refugee Council (NRC).

"A doença se propaga rapidamente nos acampamentos de deslocados, que têm acesso limitado a instalações sanitárias adequadas", disse Janet Cherono, diretora do projeto do NRC em Maiduguri, capital do estado de Borno.

"A temporada de chuvas agravou a situação", completou.

A epidemia de cólera afeta três estados do nordeste do país (Borno, Adamawa e Yobe), de onde eram as 175 vítimas fatais e onde vivem as 10.000 pessoas portadoras do vírus.

Na semana passada, o presidente nigeriano, Muhamadu Buhari, em campanha pela reeleição, declarou estado de emergência sanitária durante uma reunião sobre o acesso à água.

Na Nigéria, país de maior população da África, com 180 milhões de pessoas, 25% dos habitantes não têm acesso a banheiros e o acesso à água potável caiu de 32% em 1990 a 7% em 2015, recordou o presidente.

A insurreição extremista do Boko Haram e sua repressão por parte do exército deixaram mais de 34.000 mortos desde 2009, assim como 1,8 milhão de deslocados que não podem retornar para suas casas.

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