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Chile supera 7.000 mortes por COVID-19 em novo balanço oficial

Paciente com sintomas de coronavírus transferido do Hospital San José, em Santiago, em 18 de junho de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 20. junho 2020 - 16:12
(AFP)

O Chile anunciou neste sábado um balanço de 7.144 vítimas fatais da COVID-19 ao incluir na contagem oficial as mortes prováveis associadas à doença e não apenas aquelas confirmadas com um exame de PCR, retratando o avanço da pandemia no país.

Depois de semanas de controvérsias após relatórios da imprensa que apresentavam mortes não informadas e registros paralelos de falecimentos reportados à Organização Mundial da Saúde (OMS), mas não à população, houve o pedido de demissão do então ministro da Saúde, Jaime Mañalich, decidindo-se, portanto, tornar público o número total de mortos.

Segundo o Departamento de Estatísticas e Informação de Saúde (DEIS), o número de mortes prováveis atribuídas ao coronavírus subiu para 3.069, informou em uma entrevista coletiva o diretor da instituição, Rafael Araos, ao divulgar publicamente pela primeira vez este registro, revelado na semana passada pelo centro de investigação jornalística CIPER.

Os casos prováveis se somam aos 4.075 óbitos comprovados com exame de PCR, o que resulta em um total acumulado de 7.144 mortos desde o primeiro caso de coronavírus reportado no país em 3 de março.

A informação divulgada neste sábado encerra semanas de controvérsias após a divulgação de balanços pela imprensa que citavam "excessos de mortes" não informadas pelas autoridades e registros paralelos de mortes prováveis divulgados pelo DEIS à Organização Mundial da Saúde (OMS), mas não anunciadas à população.

A partir de agora, o balanço diário - que considera apenas as mortes certificadas por um exame de PCR - não será alterado, mas todas as sextas-feiras o governo também divulgará um registro com todo os óbitos prováveis, como recomenda a OMS.

"O registro diário não será alterado, porque queremos manter a trajetória e as tendências para que as pessoas possam ter um senso de realidade no máximo de tempo real possível", explicou Araos, antes de indicar que o relatório epidemiológico adicionará o número de mortes com ou sem confirmação em colunas paralelas.

O ministro da Saúde, Enrique Paris, destacou que "nunca algum dado foi ocultado".

Em abril, o Chile figurava como um dos países melhor preparados para enfrentar a pandemia, com a ampliação do número de leitos e ventiladores mecânicos nos serviços de urgência.

O boletim diário do ministério da Saúde continua mostrando dados alarmantes para o Chile, que permanece como um dos focos mundiais da pandemia, sobretudo Santiago, a capital onde vivem sete dos 18 milhões de habitantes do país, a quarta cidade com mais casos confirmados no mundo, atrás de Nova York, Moscou e São Paulo, segundo a contagem da Universidade John Hopkins.

Nas últimas 24 horas foram registrados 5.335 casos e 202 mortes, o que eleva o total a 4.295 vítimas fatais - de acordo com o balanço que considera apenas exames de PCR confirmados - e 236.748 infectados.

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