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Vista da fronteira israelense sul de Gaza mostra foguetes israelenses em enclave palestino, em 14 de julho de 2014

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O Egito propôs na noite desta segunda-feira uma iniciativa para acabar com o conflito na Faixa de Gaza, pedindo a israelenses e palestinos que parem com as hostilidades na terça-feira às 06h00 GMT (03h00 de Brasília).

O Cairo propôs este cessar-fogo pouco antes do início de uma reunião entre os ministros das Relações Exteriores da Liga Árabe, convocada em caráter de urgência para discutir a ofensiva israelense que matou mais de 180 palestinos em sete dias na Faixa de Gaza.

O anúncio foi feito na véspera da chegada ao Cairo do secretário de Estado americano, John Kerry, que intensificou nos últimos meses os encontros com palestinos e israelenses.

A iniciativa egípcia prevê uma "parada total das hostilidades aéreas, marítimas, ou terrestres" das duas partes, a partir das 03h00 (horário de Brasília) de terça, e a abertura de negociações sobre a entrada de bens no território palestino sob bloqueio.

O Egito se predispôs a receber, por 48 horas - após a entrada em vigor da trégua -, delegações palestinas e israelenses de alto nível para abrir as discussões em seu território.

Os ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza deixaram 184 mortos e 1.287 feridos em sete dias, de acordo com um último registro dos serviços de emergência. Esse total ultrapassa o da ofensiva de novembro de 2012.

A Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês) alertou nesta segunda-feira para a elevada proporção de menores entre as vítimas.

Enquanto isso, centenas de foguetes disparados de Gaza deixaram quatro pessoas gravemente feridas em Israel.

O Egito, que sob a presidência do islamita Mohamed Mursi negociou o fim das hostilidades em 2012, disse estar em contato com Israel e com o Hamas, mas se queixou da "teimosia" dos protagonistas.

Mais cedo nesta segunda, o Hamas declarou que aceitará um cessar-fogo, se Israel suspender seus bombardeios na Faixa de Gaza, libertar prisioneiros e acabar com o bloqueio ao território palestino. Já Israel descartou a possibilidade de cancelar as operações enquanto o Hamas continuar a lançar seus foguetes contra sua população.

AFP