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ELN retomará guerrilha em meio à pandemia na Colômbia

(Arquivo) Soldados e policiais colombianos patrulham durante um "ataque armado" de três dias em todo o país convocado por guerrilheiros de esquerda do ELN em Medellín, Colômbia afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. abril 2020 - 17:05
(AFP)

O ELN, a última guerrilha reconhecida na Colômbia, anunciou na segunda-feira que retomará suas operações militares a partir de 1º de maio, após o cessar-fogo de um mês concedido diante de uma emergência de saúde devido ao novo coronavírus.

Em um comunicado divulgado em seu site, os rebeldes criticaram o governo Iván Duque por não ter "respondido reciprocamente" ao cessar-fogo e culparam sua falta de "vontade" de "retomar as negociações de paz em Havana".

"As estruturas do ELN retomarão suas operações militares a partir da data e hora indicadas", alertou o grupo guerrilheiro.

O Exército de Libertação Nacional (ELN) também pediu a volta de seus negociadores de paz que estão em Cuba "com todas as garantias e condições de segurança acordadas com o Estado colombiano".

Com o avanço da pandemia no país, que contabiliza quase 5.400 casos, incluindo 244 mortes, desde 6 de março, o ELN anunciou a suspensão de seus atos de guerrilha entre os dias 1 e 30 de abril e reivindicou que o governo de Iván Duque negociasse a cessação bilateral de ações.

No entanto, durante esse período, o governo não tornou público nenhum contato com o comando da guerrilha.

"Está claro que estamos diante de um governo belicista, surdo aos apelos do papa Francisco e do secretário-geral da ONU, e cego à tragédia humanitária que o povo colombiano está sofrendo", lamentou o grupo.

Em uma declaração, o representante especial do Secretário-Geral da ONU na Colômbia, Carlos Ruiz Massieu, destacou o "cumprimento significativo" da trégua e incentivou o ELN a "estender seu cessar-fogo".

"Durante esse período, não houve operações militares ofensivas da Força Pública contra o ELN. Isso se traduziu em uma redução nos níveis de violência e, portanto, em um alívio nas condições de muitas populações afetadas pelo conflito armado", acrescentou no texto.

Após um ataque com carro-bomba a uma academia de polícia que matou o agressor e 22 cadetes, Duque interrompeu há mais de um ano as negociações de paz que o grupo guerrilheiro mantinha com seu antecessor, o ganhador do Prêmio Nobel da Paz Juan Manuel Santos.

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