Criticada a descriminação de canábis
Estudo elaborado para a ONU, publicado quarta-feira 21/2, critica projeto de lei suíço destinado a "liberar a produção e o consumo de canábis" (haxixe e maconha). O projeto seria contrário a uma convenção de 1961 e agravaria o problema...
Estudo apresentado em Viena pelo Orgão Internacional de Controle de Entorpecentes – OICE- estima que o cultivo e venda de canábis na Suíça são de certa importância e que não há uma política clara sobre a questão.
Novo passo, ou seja, uma descriminação generalizada da produção e consumo – atualmente em estudo – seria uma infração a cláusulas da Convenção de 1961 e “agravaria o problema, em vez de resolvê-lo”.
Em Berna, o vice-diretor da Divisão Federal de Saúde, Ueli Locher, discorda, estimando que nova legislação só deve melhorar a situação. Realça também que a Suíça nunca projetou legalizar a produção e consumo de canábis. E acha que houve malentendido por parte do OICE.
O estudo critica também programa suíço de fornecimento (sob estrita supervisão médica) de heroína e metadona a drogados altamente dependentes. Ao que Ueli Locher replica que não só a Suíça, como também a Holanda, Espanha e Alemanha, estão convencidas da utilidade desse programa.
O OICE acha também que esse programa, aplicado há dez anos, não deve preterir a prevenção, tratamentos e repressão.
Mas em sua globalidade o estudo é considerado “muito positivo” pelas autoridades suíças por apresentar um “enfoque equilibrado e global” da política do país sobre drogas, destacando p. ex., o trabalho de prevenção realizado.
Por outro lado, a legislação suíça sobre drogas tem sido elogiada. Comissão de Assuntos Sociais, de Saúde e Família, do Conselho da Europa comentou esta semana que a política suíça no setor reduziu de maneira significativa as mortes relacionadas com drogas nos últimos seis anos.
swissinfo com agências
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