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Frente a um novo equilíbrio de poderes

O WEF começa em 24 de janeiro, em Davos. Keystone

O Fórum Econômico Mundial de Davos questiona-se, este ano, acerca do novo equilíbrio de poderes no mundo.

Mais de dois mil empresários e políticos estarão presentes na próxima semana em Davos, entre eles o presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, Toni Blar, Angela Merkel e quatro ministros do governo suíço.

A política energética e a evolução demográfica também estão entre os principais temas do Fórum Econômico Mundial (WEF), de 24 a 28 de janeiro em Davos, leste da Suíça.

Os participantes abordarão ainda – o que já é quase um hábito – as mudanças climáticas.

“Esse tema é cada vez mais presente no Fórum”, explica a swissinfo Ged Davis, responsável do centro de estratégias do WEF. Em Davos, este ano, serão elaboradas propostas concretas. As mudanças climáticas é uma questão central e, provavelmente, uma das mais urgentes na opinião do público.”

Questões políticas

No WEF não se fala apenas de economia mas também de política porque é uma ocasião em que muita gente se encontra.

Este ano estarão presentes, por exemplo, representantes da Palestina, de Israel e da Jordânia mas também do Iraque e do Irã. Longe dos olhos de seus concidadãos, pode haver avanços na questão do Oriente Médio.

Ged Davis não acredita muito. “De ano em ano, é muito difícil obter algo significativo nesse dossiê. O que podemos esperar é que essa oportunidade seja utilizada pelas diferentes partes para compreender melhor suas posições atuais para construir algo. Mas, nos últimos dois ou três anos, a situação é ainda mais complexa.”

Mais de 800 patrões

Será também abordada a questão do espaço ocupado por novos atores da economia mundial como a China, a Índia, o Brasil e certos países africanos.

O mundo está em evolução e os poderes mudam em todos os níveis. O programa do WEF pretende refletir a situação atual. Por isso, o tema principal este ano será “A evolução do equilíbrio de forças”.

Mais de 800 patrões e dirigentes de grandes empresas estarão presentes. 73 das 100 empresas melhor classificadas pelo “Financial Times” ou “Fortune” serão representadas. No total, serão 2 mil empresários, políticos, cientistas e representantes da sociedade civil.

“Será uma das mais fortes presenças da história do WEF em presença de patrões e representantes da economia”, precia Richard Samans, diretor operacional.

Ministra Calmy-Rey na abertura

É a presidente em exercício da Suíça este ano e ministra das Relações Exteriores, Micheli Calmy-Rey que abrirá a manifestação. Outros três ministros do governo suíço, Doris Leuthard (Economia), Hans-Rudolf Merz (Finanças) e Samuel Schimid (Defesa) também participarão do WEF.

Além do discurso de abertura, Micheline Calmy-Rey intervirá uma segunda vez nos quatro dias do Fórum, segundo um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

A presidente da Confederação Helvética vai também aproveita do WEF para manter contatos e particará ainda do “Open Fórum”, o Fórum alternativo das ONGs, onde fará um discurso sobre a “sociedade multicultural”.

Por sua vez, o ministro das Finanças, Hans-Rudolf Merz, tem a agenda cheia de encontros com empresários e reuniões previstas com o ministro alemão das Finanças Peter Steinbrück e com o comissário europeu, Charlie McCreevy.

No programa da ministra da Economia, Doris Leuthard, estão previstos encontros com cerca de 30 ministros de países membros da OMC. A intenção é tentar encontrar uma solução para desbloquear as negociações do ciclo de Doha.

swissinfo com agências

Em 2006, o Parlamento suíço aceitou o envio de 5 mil soldados a Davos de 15 a 29 de janeiro, em apoio à polícia regional.

Esse reforço da segurança está orçado em 2 milhões de francos suíços.

O espaço aéreo terá um perímetro de 46 km em torno de Davos e será patrulhado pelas forças aéreas da Suíça e da Áustria. Durante o WEF, há interdição total de sobrevôo da área.

O custo de todas as medidas de segurança é estimado em 8 milhões de francos suíços.

Uma espécie de estado de urgência vai vigorar em Davos durante o Fórum Econômico Mundial (WEF). Haverá barreiras de arame farpado em vários lugares, especial em torno do centro de congressos onde ocorre o WEF.

Várias estradas de acesso a Davos serão fechadas, pontos de ônibus serão alterados e serão suprimidos espaços de estacionamento.

Os esportes de inverno continuarão mas haverá controles de identidade, de veículos e de bagagens antes do acesso às pistas de esqui.

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