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Geólogo suíço trabalha pelo desenvolvimento sustentável

O desmatamento é uma das ameaças aos desenvolvimento sustentável

(Keystone)

O sonho de sociedade consciente e respeitadora do meio ambiente cresceu na cabeça do geólogo suíço Ernesto Moeri. Mas foi o Brasil que ele escolheu para por os planos em prática.

Ele é o fundador do Instituto Ekos, sediado em São Paulo, que desde 2001 vem atuando na promoção do desenvolvimento sustentável.

Ernesto Moeri chegou ao Brasil em 1976, já com o título de doutor em geologia pela Universidade de Berna, mas antes já havia adquirido experiência na área nos Estados Unidos, Groenlândia e Bolívia. No Brasil, se tornou presidente do grupo ECOGEO, composto pelas empresas Geoklock, Biolatina, Biosol e Ecogenesys, que atuam em consultoria ambiental e no mercado de carbono, na recuperação de áreas degradadas e com fontes renováveis de energia.

Nova tecnologia

Anos depois, Ernesto Moeri fundou o Instituto Ekos Brasil, organização que atua principalmente nas áreas de conservação de ecossistemas, "ecoeficiência" dos processos produtivos, e remediação e revitalização de áreas contaminadas. As atividades são realizadas freqüentemente com a colaboração de outras organizações não governamentais, empresas instituições de pesquisa, universidades e órgãos do governo. Segundo Moeri, a motivação para fundar um instituto como o Ekos Brasil, foi a de criar uma oportunidade para discussão e divulgação de novas tecnologias de remediação e revitalização de áreas degradadas. "Além disso, é possível captar recursos para projetos de pesquisa e desenvolvimento no campo de energias renováveis e preservação de biomassa em perigo como a mata Atlântica, a Caatinga e a Floresta Amazônica", acrescenta.

Resultados

O instituto Ekos,desde a criação, teve apoio financeiro da empresa Geoklock, mas recentemente se tornou independente, financeiramente. O geólogo comemora os anos investidos no trabalho. "O instituto Ekos é considerado referência nacional na área", conta ele que desde 2001 vem organizando seminários sobre o tema. "O último evento contou com mais de 30 palestrantes do Brasil, dos EUA, Suíça, Alemanha, França, e mais de 250 participantes", afirma Moeri.

Agenda

Temas como câmbio climático e redução de gases de efeitos estufa vem ganhando importância cada vez maior nos últimos anos. A agenda do Instituto Ekos segue a tendência e para esse ano já tem programado curso para capacitar profissionais para projetos de aquecimento solar, a sétima edição do seminário internacional para a remediação e revitalização de áreas contaminadas, um seminário sobre biogás e um curso de inglês para meio ambiente, entre outras atividades.

Efeito estufa

Em abril, o instituto realizou um curso sobre redução de gases de efeito estufa, tema que tem adquirido importância também no Brasil, nos últimos anos. "Todas as grandes empresas hoje têm consciência deste tema e da importância de implantar medidas para reduzir emissões", explica Ernesto Moeri. E nesse caso todos ganham. Além de atenuar o efeito estufa, é possível reduzir custos do processo industrial graças à eficiência energética, que pode ser incrementada pela substituição de combustíveis fósseis, como gás natural ou diesel, por combustíveis renováveis como por exemplo, biogás, biodiesel, e projetos de reflorestamento.

Segundo ele também seria possível obter um terceiro benefício, o de receita adicional por meio do desenvolvimento de projetos MDL (mecanismo de desenvolvimento limpo), de acordo com as regras do Protocolo de Kyoto, que possibilita ainda a comercialização de créditos de carbono gerados no projeto. (ver comércio de emissões)

Heloísa Broggiato, São Paulo, swissinfo.ch

O que é "Biomassa"?

São produtos derivados recentes de organismos vivos utilizados como combustíveis. Sendo assim são recursos naturais renováveis.

A biomassa é utilizada na produção de energia a partir de processos como a combustão de material orgânico produzida e acumulada em um ecossistema. São produtos derivados de biomassa o biogás, biodiesel e o bioetanol. (Fonte: Wikipedia)

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