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Suíça dirige Conferência Internacional do Trabalho

Sede da Organização Internacional do Trabalho, em Genebra Keystone Archive

A decisão de aderir à ONU já está dando resultadol. A partir de segunda-feira (03/6), a Suíça presidente a Conferência da Organização Internacional do Trabalho, em Genebra.

A decisão de aderir à ONU já está dando resultado. A partir de segunda-feira (03/6), a Suíça presidente a Conferência da Organização Internacional do Trabalho, em Genebra.

Conseqüência da ONU

A conferência Internacional do Trabalho faz uma espécie de diagnóstico anual da situação do trabalho no mundo e propõe soluções. É a única conferência da ONU em que todas as partes envolvidas participam: governos, sindicatos e organizações patronais.

Pela primeira vez, ela será presidida por um suíço, o embaixador Jean-Jacques Elmiger, da Secretaria Federal de Economia (SECO). No rodízio da presidência, este ano era a vez da Europa, que indicou a Suíça. Para Elmiger, a razão principal é o fato da Suíça ter decidido aderir à ONU.

Temas delicados

“Os europeus não teriam oferecido à Suíça a primeira oportunidade de presidir um forum internacional se não tivessem interpretado de maneira positiva nossa vontade de abertura”, afirmou Elmiger à swissinfo.

O embaixador se diz satisfeito de servir aos ideais de justiça social da OIT e que vai fazer tudo para que sua presidência obtenha resultados concretos.

Um dos pontos mais delicados da pauta da Conferência e situação dos trabalhadores nos territórios ocupados por Israel. O relatório do diretor geral da OIT afirma que “que essa situação não pode mais continuar” e pede “medidas e reações imediatas”.

A pressão internacional à vezes funciona. O relatório constata progressos na questão das crianças forçadas a trabalho escravo na Birmania para onde foi nomeado um exdelegado da Cruz Vermelha Internacional para acompahar o processo de reconciliação nacional.

Suíça também

O terceiro grande tema que interessa particularmente a delegação suíça é o do trabalho infantil. A situação continua preocupante mas não constatá-la, é preciso agir. Nessa área, a Suíça atua Paquistão, em programas de formação profissional.

Outro tema que vai balizar os debates são os efeitos da globalização no mercado de trabalho. O assunto não está diretamente na pauta da Conferência mas estará presente nas discussões acerca da economia informal, que será debatida.

“A Suíça também está envolvida nessa discussão », afirma Elmiger. “Quando a gente a abertura de mercados e liberalização do comércio, precisa respeitar certas normas sociais”, opina o embaixador.


swissinfo/Bernard Weissbrodt

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