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Brasil convidado ao Salão do Livro de Genebra

Pierre-Marcel Favre, diretor do Salão do Livro de Genebra, já esboçou programa para 2002 swissinfo.ch

Encerrado na terça-feira, 1° de maio, em Genebra, o "Salão do Livro e da Imprensa" deste ano. O próximo Salão - que reúne setores paralelos como multimídia e música - está previsto entre 1° e 5 de maio de 2002, terá como convidados de honra o Brasil e o cantão (estado) de Zurique. De autores brasileiros, o conhecimento dos europeus quase não vai além de Paulo Coelho e Jorge Amado.

Numa seqüência que se pode considerar lógica, depois de Portugal, o Salão do Livro de Genebra, um dos principais eventos culturais suíços, abriu espaço na sua décima sexta edição à produção bibliográfica brasileira que – mesmo sendo de um país com 160 milhões de habitantes e considerado a décima potência econômica do mundo – é tão desconhecida como por exemplo a da Albânia.

A exemplo da Albânia poderia ser levado adiante. Ela tem Ismail Kadaré e o Brasil tem Paulo Coelho. Mas a comparação não pode ir mais longe, Kadaré é escritor de maior fôlego e de temática completamente diferente.

Os europeus conhecem também Jorge Amado. Mas são raros os que ouviram falar em autores da moda como João Ubaldo Ribeiro ou mesmo em clássicos como Drummond de Andrade ou Machado de Assis.

O próximo salão pode preencher essa lacuna, como o deste ano o fez em relação a Portugal que enfrenta problemas semelhantes, tendo em José Saramago – prêmio Nobel de Literatura em 1998 – quase o único representante ilustre no exterior. A mostra deste ano atraiu mais de 120 mil visitantes, um recorde, e o número de pessoas que o visitam só tem crescido nos últimos anos. Foi considerado um sucesso.

Muitos se interessaram pelo pavilhão português e a imprensa também fez um esforço para colocar em evidência autores importantes e modernos como António Lobo Antunes, Alice Vieira, Pedro Tamen, Manuel Alegre, Mário de Carvalho, Isabel Alçada, Ana M. Magalhães, Fernando Echevarría, Nuno Júdice e vários outros. Não será de estranhar que o mesmo aconteça em relação ao Brasil.

O Salão tem importante exposição paralela de galerias de arte, a Europ’Art – de que participam galerias de diferentes pontos do mundo, inclusive do Brasil e de Portugal – e setores reservados à multimídia, à música, aprendizado de línguas e inclui também uma aldeia alternativa que abre espaço a ONGs como Médecins du Monde, organismos de proteção aos índios, de defesa da ecologia e outros.

Obstáculos a uma boa representação no Brasil no décimo sexto Salão do Livro e da Imprensa, em maio do ano que vem, são a distância e o preço do metro quadrado no Palexpo, onde se realiza. O Palexpo situa-se ao lado do aeroporto internacional de Genebra.

J.Gabriel Barbosa

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