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Suíço ganha medalha de bronze no Mundial de Escalada

Cédric Lachat em plena escalada no Campeonato Mundial swissinfo.ch

A seleção suíça, com 13 integrantes, levou para casa uma medalha de bronze, ganha pelo atleta Cédric Lachat, na disciplina “combinado”, que reúne os desempenhos no “boulder”, na “speed” e no “lead”.

O Mundial de Escalada da Federação Internacional Sport of Climbing (IFSC Climbing), ocorreu em Arco di Trento, cidade do norte da Itália.

Tem um paredão de rocha natural e outro, artificial, um pouco mais baixo, com 15 metros de altura, o equivalente a um prédio de cinco andares.  Ele lembra um totem em desafio aos atletas no Campeonato Mundial de Escalada em Arco de Trento, norte da Itália.

O time suíço de escaladores montou seu “campo de base” no hotel Everest, nome bastante sugestivo para quem ama escalar e defender as cores do país incrustrado nas montanhas. Bem cedo, um café da manhã reforçado para a equipe. Depois, um  micro-ônibus leva os “climbers” ao local das competições. Faça chuva, faça sol, eles se preparam para iniciar uma dança com a rocha. Duas paredes menores são usadas para o aquecimento e concentração dos escaladores.

A cultura da escalada é suíça por natureza. O amor pelas montanhas passa de geração em geração, e de irmão mais velho para o mais novo. 

” Eu comecei imitando o meu irmão, depois comecei a escalar e não parei mais até chegar à seleção da Suíça e às competições. Temos belas falésias, belas montanhas onde podemos escalar e treinar. São nelas que mantenho a forma e me preparo, eu as amo. Gosto de enfrentar o bloco, dou sempre o meu melhor”, afirma à swissinfo.ch, Cédric Lachat, considerado um dos melhores do mundo das falésias.

Competição

As provas são em três etapas: o “boulder”, a velocidade e o “lead”, o  mais completo de todas elas. O percurso começa em vertical e vai aumentando a dificuldade à medida que o escalador sobe. Lá no alto, ele já está de ponta-cabeça e as passagens obrigam a fazer movimentos cada vez mais difíceis numa coreografia impressionante.

Ao mesmo tempo, o “climber” deve encontrar as melhores presas, identificar o caminho menos complicado, combinar a resistência e a velocidade. É preciso muita agilidade para agarrar as melhores presas e encadear-se com precisão. Uma corda garante a segurança dos concorrentes.

O suíço Cédric Lachat enfrentou 130 adversários e passou entre os 26 selecionados para semifinal.  Mesmo sendo um dos grandes favoritos  na sua modalidade ele não conseguiu ser um dos quatro finalistas. “Quando eu começo a escalar não penso em vencer, não penso nos outros, não penso no tempo, penso apenas em chegar em cima, ao final”, explica Cédric Lachat para a swissinfo.ch.

Limites

Desenhos geométricos distribuídos  em planos inclinados  instigam os competidores e a plateia. Mosquetões fixam as cordas de quem se aventura pelos diedros com arestas negativas. É uma luta física e mental do escalador consigo próprio. A rocha – no caso,   o muro artificial –  é a testemunha silenciosa, a parte imóvel deste desafio às leis da física.

No lugar das fissuras da pedra estão as estruturas em fibra ou metal, nas quais o escalador deve enfiar e apoiar as mãos e os pés. Suspenso como um pêndulo no vazio, o escalador segue agarrando onde puder. A trajetória de cada um é uma questão muito pessoal. Não existe uma regra geral.

Tem quem olha rapidamente, quase de soslaio, talvez, para não se deixar impressionar. Tem quem estuda meticulosamente a via em seus possíveis atalhos e movem as mãos e os braços como se tentassem prever os movimentos. “Eu não gosto de copiar os outros, sigo a minha linha, faço as minhas passagens, não tenho uma técnica específica, sigo a intuição”, diz Cédric Lachat.

Emoção, suspense e adrenalina formam um coquetel capaz de atrair um público numeroso. A ascensão e a queda do competidor constituem um espetáculo único de técnica, força,  estilo, superação e redenção. Isso sem falar na concentração e nas mãos cobertas e os pés envoltas em parafina e magnésio, brancas como a neve dos cumes das montanhas.

O 11° campeonato mundial durou nove dias e pela primeira vez foi realizado em Arco di Trento, cidade famosa por promover competições de alto nível deste esporte há 25 anos.

O espanhol , Ramòn Julian (159 cm), confirmou o título passado e se tornou bicampeão mundial de “lead”.

No “lead”, o competidor pode estudar a rota por apenas 40 segundos antes de subir. Para se classificar ele tem 6 minutos para atingir o topo.

No “bouldering” o concorrente deve fazer uma série de rotas curtas. As presas em cada “bolder” podem ser até de 12, mas, em média, variam entre 4 e 8.

A Suíça ficou em sétimo lugar no lead, em oitavo no “Boulder”, décimo-terceiro no “speed” e  quarto lugar na classificação geral, atrás da Russia, Estados Unidos e Eslovênia, de um total de 52 países participantes.

Susi Good venceu em 1991 e 1992 o campeonato mundial de “lead”, em Insbruck e Frankfurt.

O Comitê Olímpico Internacional (COI)  incluiu o “climbing” como uma das cinco novas modalidades pré-selecionadas para os Jogos de 2020. Apenas uma vai ser aprovada.

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