Suíça ainda acredita em paz no Oriente Médio
Com a escalada de violência na região, a Suíça lança um apelo para que Israelenses e palestinos mantenham o respeito mútuo e seus compromissos com o direito humanitário.
Com o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, em prisão domiciliar, cercado por tanques isralenses, e a sucessão de atentados camicases em Israel, a região está novamente à beira de uma guerra total.
Não desacreditar as instituições
Em Berna, o Ministérion suíço das Relações Exteriores (DFAE) se diz muito inquieto com a escala no conflito mas não está de braços cruzados. Ainda na quinta-feira, 13, diplomatas suíços na região mantiveram contatos para que ambas as partes respeitem o compromisso que firmaram com o direito humanitário.
Muriel Berset-Cohen, porta-voz do DFAE, afirma que foi solicitado às autoridades isralenses e palestinas “que se abstenham de desacreditar as instituições oficiais do outro lado, reduzindo, assim, a capacidade de retomar o diálogo político e as negociações de paz”.
O apelo também inclui que se “deixe de incitar ao ódio, ao racismo e à violência política do fato consumado”. Pede também que sejam traduzidos em Justiça o autores de atos indiscriminados contra as populações civis.
Cruz Vermelha e projetos
Em Genebra, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), integrado somente por suíços, vem reforçando suas equipes na região. O trabalho é acompanhado de perto, até porque quarta-feira, até as ambulâncias foram alvejadas.
A Cooperação suíça que, “apesar das condições difíceis”, afirma que o trabalho continua. Ela tem vários projetos nos territórios ocupados, principalmente sobre a inserção social e profissional de ex-prisioneiros palestinos.
Uma das dificuldades atuais é a dificuldade de comunicação e de locomoção devido à multiplicação de controles por parte do exército isralense.
Bernard Weissbrodt (Genebra), Serge Ronen (Jerusalém)
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