Suíça mantém extradição de Pinochet
A Suíça mantém seu pedido de extradição do general Augusto Pinochet. Em documento enviado ao Ministério britânico do Interior, a Suíça afirma que o relatório médico não revela nada além dos que as autoridades britânicas já sabiam sobre a saúde do general.
A Suíça insiste em seu pedido de extradição do general Pinochet. A posição da Suíça foi entregue segunda-feira ao Ministério britânico do Interior através da embaixada em Londres. Os países que pedem a extradição de Pinochet (Espanha, Suíça, Bélgica e França) têm prazo até esta terça-feira para expressarem suas posições.
O documento oficial da Suíça afirma que o relatório médico sobre o estado de saúde do general, de 84 anos, não contém qualquer elemento novo, uma vez que a decisão das autoridades britânicas de liberar Pinonchet era conhecida antes do laudo. A Suíça lembra ainda que, segundo o Acordo Europeu sobre a Extradição, razões de saúde não podem ser alegadas para recusar a extradição.
Com base no relatório médico, que julgava Pinochet inapto para acompanhar seu próprio julgamento, o Ministério britânico do Interior pretendia liberar o general para voltar ao Chile. Mas houve recurso e, dia 15 de passado, a Alta Corte de Justiça de Londres ordenou o envio do laudo médico aos países que requeriam a extradição.
O pedido de extradição da Suíça é baseado em mandado internacional de prisão contra Pinochet, expedido pela Justiça de Genebra, devido ao desaparecimento em 1977 de Alex Jaccard, cidadão suíço-chileno.
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