Fato ou Fake: as empresas farmacêuticas podem definir os preços dos novos medicamentos da forma que bem entenderem?
Debates em curso sobre os preços dos medicamentos levaram alguns leitores da Swissinfo a perguntar se é verdade que as empresas farmacêuticas podem fixar os preços dos novos medicamentos como bem entenderem.
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Quando uma empresa farmacêutica lança um novo medicamento, ela detém o direito exclusivo de produzi-lo e vendê-lo por um determinado período. Isso lhe confere grande poder para definir o preço. No entanto, há limites para isso.
As empresas estabelecem um preço utilizando diversas metodologias, mas esse não é o preço final quando um medicamento é reembolsado por um pagador, como um sistema nacional de saúde ou uma seguradora.
Na Suíça, por exemplo, as autoridades avaliam o preço proposto para um medicamento e sua eficácia em relação aos tratamentos existentes e aos preços de referência em países comparáveis. Em seguida, ocorrem negociações para determinar um preço máximo, embora a falta de acordo possa resultar na exclusão do medicamento da cobertura do seguro básico.
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As autoridades de países como o Reino Unido e a Suécia também levam em consideração benefícios econômicos mais amplos e para os pacientes, como a redução do tempo de internação hospitalar, ao decidir se o preço de um medicamento é justificado.
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A intervenção do governo na fixação de preços é comum em outros países, do Brasil ao Canadá e à China.
Os Estados Unidos, no entanto, historicamente permitiram que seguradoras, intermediários e empresas farmacêuticas fixassem os preços, embora reformas recentes tenham conferido ao governo um papel mais importante em programas federais de seguro, como o Medicare.
Edição: Virginie Mangin
Adaptação: Fernando Hirschy
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