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Turismo suíço na Bolsa Internacional de Milão

A Suíça abre as suas montanhas, lagos e cidades para o mundo, na Bolsa Internacional do Turismo, o principal evento do setor. Queijos e chocolates eram oferecidos como aperitivos para os operadores e agentes de viagem dos cinco continentes em busca do prato principal: os pacotes e as novidades helvéticas para a temporada de 2009.

O intenso movimento no estande suíço demonstrou o grande interesse dos estrangeiros. Em tempos de vacas magras, aquelas vacas suíças, que pastam em colinas não poluídas continuam a atrair novos turistas e a manter os antigos.

O carro-chefe urbano foi a cidade de Zurique. Os visitantes cresceram em 14% entre 2007 e 2008. E que ninguém culpe o Europeu de futebol, pois o pico foi de 20% em fevereiro, antes do início do campeonato.

"Confirmamos uma tendência, com muitos italianos, da procura por uma cidade multifacetada, como é Zurique e que está sendo redescoberta", afirma Isabella Ignacchiti, responsável pelo Zurigo Turismo, para a Itália.

Crise é oportunidade

Ninguém fecha os olhos para a crise no setor hoteleiro. Mas no rastro dela se pode garimpar novas possibilidades e lançar projetos. "Vemos no atual e difícil momento uma oportunidade de crescimento", explica ela. Zurique vai ganhar uma promoção turística maciça em cima do shopping.

As compras de antiguidades, de relógios, produtos gastronômicos como o chocolate e os queijos, vão se concentrar em mercadinhos e pontos assinalados num mapa para o visitante.

"Queremos valorizar ainda mais o sistema econômico e esticar ao máximo, aos fins de semana, a estadia dos homens de negócios com as suas famílias", revela Isabella, certa que as geleiras e as montanhas a menos de meio hora sejam os chamarizes perfeitos.

Mas um dos trampolins de lançamento da cidade para este ano é transformar Zurique num jardim artístico gratuito, através do Gartencity. Entre os meses de maio e de setembro, 200 vasos decorados por artistas plásticos serão espalhados pelos principais pontos de passagem e de interesse públicos.

Qualidade de vida

A atração extra vai servir de moldura para a cidade eleita pela sétima vez consecutiva com a de melhor qualidade de vida. A avaliação foi do instituto americano Mercer Consulting. Os critérios levados em conta foram a segurança, os transportes públicos, a pouca poluição e outros itens que fazem de Zurique um modelo urbano para outras grandes centros espalhados pelo mundo.

Com tantos cartões de visita, a cidade pretende dividir a fatia do bolo daqueles turistas que antes pensam apenas em Praga, Amsterdã ou Viena.

Se Zurique é o epicentro da onda turística na Suíça, os efeitos positivos deverão ser sentidos em todo o país. O departamento de turismo está atento, principalmente aos vizinhos franceses, alemães e italianos, velhos conhecidos. "Ainda é cedo para avaliar a influência da crise para 2009", alerta o diretor da Svizzera Turismo, Tiziano Pelli.

15 milhões de turistas

A Suíça recebeu no ano passado 15 milhões de visitantes. Os mais numerosos chegam da França, da Alemanha e da Itália, nesta ordem. Deste total, os italianos foram os responsáveis por 1.150.000 pernoites. Apenas 10% deles usam os trens para chegar ao país, a maioria viaja de carro.

"Com o trem trocamos em Lugano ou Domodossola e tudo corre melhor. Existe uma grande diferença de mentalidade entre a ferrovia suíça e a italiana. Mas acho que os problemas se refletem mais nos trens regionais. Eu costumo usar o Eurostar e estou satisfeito", conta o diretor da Svizzera Turismo, Tiziano Pelli, sobre a polêmica causada pelos problemas do Cisalpino, controlado pelas ferrovias de ambos os países.

O desafio de manter o turismo em alta temporada o ano inteiro expõe as vantagens e as desvantagens helvéticas. Elas serão valorizadas e combatidas, respectivamente, com o fundo previsto no pacote anticrise lançado pelo Conselho Federal, o governo suíço.

Central mas um pouco caro

"A vantagem: estamos muito próximos, temos boa rede de transportes, vôos. Acho que a distância e o tempo de viagem são sempre muito importantes, ainda mais para o finais de semana. A desvantagem é o câmbio e os preços. Neste momento, enfrentamos a concorrência do Sul do Tirol e da Áustria em matéria de preços", revela o diretor da Svizzera Turismo, Tiziano Pelli.

A posição geográfica central do país e a abertura das fronteiras podem contribuir para trazer novos turistas do leste Europeu e manter aqueles já tradicionais.

A natureza e a crise fazem o resto. A neve que caiu neste inverno garantiu um bom começo de ano para o setor hoteleiro nas montanhas. Não apenas a meteorologia foi clemente mas a própria dificuldade financeira que assola o mundo obriga a reduzir as distâncias e os tempos de viagem percorridos pelos turistas e isso ajuda a colocar a Suíça como meta final.

Por isso, localidades e atrações como Saint Moritz, o trem vermelho, Valese, Zurique, não sentem tanto o problema. Basiléia com as mostras de arte, Berna com o museu Paul Klee, Lausane com o museu olímpico e Genebra com as instituições internacionais sempre atraem muitos turistas. "Outras cidades não estão prontas para receber turistas e vamos trabalhar para torná-las mais atraentes", explica o diretor da Svizzera Turismo, Tiziano Pelli.

A Suíça vai dar atenção especial à internet. A velocidade da resposta, a visibilidade das ofertas, locais e preços devem estar ao alcance das mãos, na ponta dos dedos, com poucos cliques.

Cada vez mais o planejamento das férias passa pela rede mundial. Operadores e agentes de viagens tradicionais continuam a ter um papel relevante, mas a longo prazo tendem a ser uma espécie em extinção se não se adaptarem aos novos tempos.

Férias pela Internet

A iniciativa de incrementar a "venda" da Suíça via internet vai começar em meados de maio e durar até agosto, período em que as pessoas pesquisam, planejam e compram as férias.

"Vamos trabalhar muito mais em ofertas concretas e manter a publicidade. Uma semana a 300 euros tudo incluído em hotéis de 4 estrelas. Vamos insistir na internet que, finalmente, foi descoberta pelos italianos. Ao apertar um botão vão aparecer todas as opções, basta preencher o formulário. Buscamos o contato direto com o cliente", conta o diretor da Svizzera Turismo, Tiziano Pelli.

As promoções e pacotes especiais valem também para os próprios suíços, que devem ser os primeiros a dar o exemplo e valorizar o território. "Estamos pedindo aos suíços que nas férias fiquem em casa, mehor dizendo, que viajem pelo pais; assim podemos ajudar os nossos conterrâneos nas montanhas. Esta é uma questão muito importante. Queremos passar esta mensagem, sobretudo em tempo de crise", conclui o diretor da Svizzera Turismo, Tiziano Pelli.

swissinfo, Guilherme Aquino, Milão

Números do BIT

A Bolsa Internacional do Turismo, na feira de Rho, em Milão, e aconteceu entre os dias 19 e 22 de fevereiro. A abertura para o publico e' apenas nos dias 21 e 22.

140 países participaram do evento que contou com cinco mil expositores . Botswana, Bulgária, Camboja, Costa do Marfim, Fiji, Filipinas, Geórgia, Jordânia, Kenya, Montenegro, Eslováquia estreiaram na quermesse mais importante do setor turístico.

Passarm pelos estandes cerca de 150 mil visitantes.

A BIT confirma a tendência de crescimento dos cruzeiros marítimos que não estão a ver navios. No ano passado o setor assistiu ao incremento de 30% no movimento e com passageiros mais jovens a bordo.

O turismo religioso é uma das atrações da BIT com convênios a parte. 300 milhões de pessoas por ano movimentam 18 bilhões de dólares, dos quais 4,3 gerados na Itália por conta dos mistérios da fe.

Santuários religiosos começam a ser visitados por jovens cultos. Um terço do total tem entre 20 e 40 anos e 67,2% dos peregrinos usam computadores, 33,7% leu 5 ou 10 livros no ano. 35, 10% dos visitantes religiosos buscam um conhecimento maior , não apenas espiritual, mas gastronômico e paisagístico.

Para reduzir a mortalidade nas estradas a BIT deste ano ofereceu cursos gratuitos de direção defensiva num área de 30 mil metros quadrados na feira de Rho.

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