Juíza bloqueia relatório sobre caso de documentos classificados de Trump
Uma juíza americana bloqueou, nesta segunda-feira (23), a publicação de um relatório do ex-promotor especial Jack Smith sobre a suposta gestão indevida de documentos governamentais classificados por parte do presidente Donald Trump.
Aileen Cannon, nomeada pelo presidente republicano, rejeitou em julho de 2024 as acusações contra ele ao decidir que Smith havia sido nomeado de forma ilegal.
O Departamento de Justiça sob o governo democrata de Joe Biden recorreu dessa decisão de Cannon, mas abandonou o caso após a vitória de Trump nas eleições presidenciais de novembro de 2024.
Trump também foi acusado de conspirar para reverter os resultados das eleições de 2020, que perdeu para Biden. Esse caso também foi arquivado por Smith, em consonância com a política do Departamento de Justiça de não processar um presidente em exercício.
Nesta segunda-feira, Cannon acolheu uma moção apresentada por Trump e dois coacusados para bloquear a divulgação pública do relatório de investigação de Smith sobre o caso dos documentos classificados.
A juíza argumentou que seria injusto revelar as provas reunidas pelos promotores em um caso em que não houve nenhuma declaração de culpa.
“A divulgação de material de descoberta não público… contrariaria as noções básicas de equidade e justiça”, escreveu Cannon. “Os ex-acusados neste caso, como qualquer outro acusado nesta situação, continuam a gozar da presunção de inocência”.
“Este tribunal não encontra nenhuma situação em que um ex-promotor especial tenha publicado um relatório após apresentar acusações criminais que não resultaram em uma declaração de culpa”, afirmou.
Smith acusou Trump de ter armazenado documentos classificados em sua residência de Mar-a-Lago, na Flórida, após deixar a Casa Branca em janeiro de 2021, e de ter obstruído os esforços para recuperá-los. Trump negou essas acusações.
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