Os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio
Seguem abaixo os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio:
– Huthis com “o dedo no gatilho” –
O líder dos rebeldes huthis pró-Irã no Iêmen declarou em um discurso televisionado nesta quinta-feira (5) que seu grupo está pronto para atacar a qualquer momento, no sexto dia da campanha americana e israelense contra a República Islâmica do Irã.
“No que diz respeito à escalada e à ação militar, nossos dedos estão no gatilho, preparados para responder a qualquer momento se assim os acontecimentos exigirem”, declarou Abdul Malik al-Houthi.
– Navios afundados –
Os Estados Unidos afundaram mais de 30 navios iranianos, enquanto os ataques com mísseis balísticos e drones das forças de Teerã diminuíram consideravelmente, em 90%, desde o início da ofensiva contra a república islâmica no sábado, afirmou nesta quinta-feira um alto oficial americano.
“Já ultrapassamos os 30 navios afundados e, nas últimas horas, atingimos um navio porta-drones iraniano de tamanho aproximado ao de um porta-aviões da Segunda Guerra Mundial. E, enquanto falamos, ele está em chamas”, declarou o almirante Brad Cooper em uma coletiva de imprensa.
– Explosões e sirenes em Tel Aviv –
Várias explosões foram ouvidas pouco depois das 21h00 GMT (18h00 em Brasília) em Tel Aviv, onde as sirenes de alarme foram ativadas para pedir à população que se dirigisse aos abrigos após a detecção de novos disparos de mísseis iranianos.
As explosões foram ouvidas até Jerusalém, segundo jornalistas da AFP.
Em Teerã, vários meios de comunicação iranianos, entre eles a rádio e a televisão estatais, anunciaram o início de “uma nova salva de disparos de mísseis” contra Israel.
– Ataques em Beirute –
O exército israelense informou nesta quinta-feira que havia começado a atacar infraestrutura pertencente ao grupo pró-iraniano Hezbollah no subúrbio de Dahieh, no sul de Beirute, depois de ter advertido previamente os moradores da área para que evacuassem.
– Aumenta o número de vítimas no Líbano –
O número de mortos por ataques israelenses no Líbano subiu para 123 pessoas, segundo o Ministério da Saúde.
O ministro das Finanças de Israel, o ultradireitista Bezalel Smotrich, advertiu os moradores dos subúrbios do sul de Beirute, reduto do Hezbollah, de que o distrito enfrentará uma devastação semelhante à de Gaza.
– Wall Street em queda –
A Bolsa de Nova York fechou em queda nesta quinta-feira, pressionada pelas preocupações geopolíticas no sexto dia da guerra.
O Dow Jones perdeu 1,61% após cair mais de 2% durante a sessão. O tecnológico Nasdaq recuou 0,26% e o índice ampliado S&P caiu 0,56%.
– Israel anuncia nova fase na guerra com o Irã –
O chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, anunciou nesta quinta-feira que a guerra em curso com o Irã entra em uma nova etapa, após “ter realizado com sucesso a fase de ataque surpresa”.
“Durante esta fase, continuaremos o desmantelamento do regime iraniano e de suas capacidades militares. Ainda temos outras surpresas reservadas”, advertiu em uma declaração televisionada.
– Irã não pede “cessar-fogo” com os EUA –
“Não estamos pedindo um cessar-fogo. Não vemos nenhuma razão pela qual devamos negociar com os Estados Unidos”, declarou à NBC News o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi.
Quanto ao estratégico estreito de Ormuz, “não temos intenção de fechá-lo por enquanto, mas, à medida que a guerra continue, consideraremos todas as possibilidades”, acrescentou sobre esta passagem-chave para o petróleo e o gás.
– Trump quer “participar” da escolha do próximo líder iraniano –
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu na quinta-feira que deveria ter um papel na escolha do próximo líder supremo do Irã após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei.
“Tenho que participar da nomeação, como com Delcy Rodríguez”, disse Trump ao veículo Axios, estabelecendo uma comparação com a presidente interina da Venezuela após a queda de Nicolás Maduro.
– Mais de 1.200 mortos no Irã –
A agência oficial de notícias iraniana Irna informou nesta quinta-feira que o número de mortos desde o início, no sábado, dos ataques dos Estados Unidos e de Israel chega a 1.230 pessoas, dado que a AFP não pôde verificar por enquanto.
– Irã diz ter atingido um porta-aviões dos EUA –
A televisão estatal do Irã informou que drones dos Guardiões da Revolução iranianos atingiram o porta-aviões americano “Abraham Lincoln”, destacado no Golfo desde o final de janeiro.
Esse corpo iraniano já havia reivindicado esta semana ter atingido o porta-aviões com quatro mísseis balísticos, uma afirmação desmentida pelo Pentágono.
– Azerbaijão, atingido –
Duas pessoas ficaram feridas nesta quinta-feira no enclave azerbaijano de Najichevã, em um ataque com drones contra um aeroporto e perto de uma escola, segundo as autoridades locais.
O exército iraniano negou ter lançado drones contra o Azerbaijão e acusou Israel de realizar ações para “perturbar as relações entre países muçulmanos”.
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