Economiesuisse rejeita acusações dos EUA sobre trabalho forçado na Suíça
A federação empresarial suíça Economiesuisse classificou como “completamente infundadas” as acusações dos Estados Unidos de que haveria trabalho forçado na Suíça. A organização também afirmou que as novas ameaças tarifárias de Washington terão impacto limitado sobre as empresas suíças.
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O economista-chefe da entidade, Rudolf Minsch, declarou nesta quarta-feira que a legislação suíça proíbe claramente o trabalho forçado. “A Suíça fez sua lição de casa”, afirmou durante uma coletiva de imprensa.
Segundo Minsch, as novas ameaças do governo do presidente Donald Trump não foram uma surpresa. A Economiesuisse já esperava que Washington buscasse alternativas para manter parte das tarifas, depois que medidas anteriores impostas com base em leis de emergência foram derrubadas pela Suprema Corte dos EUA.
A federação minimizou o impacto da atual ameaça de tarifas punitivas de 12,5% contra a Suíça. Para Minsch, a diferença em relação aos 10% previstos para a União Europeia “não muda o jogo” para as empresas suíças.
Segundo ele, as companhias poderão absorver os custos extras, encontrar formas de compensá-los ou repassá-los aos consumidores ao longo do tempo.
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Empresas pedem previsibilidade
Minsch destacou que a situação é muito menos grave do que no ano passado, quando Trump impôs tarifas de 39% sobre produtos suíços, enquanto a União Europeia enfrentava taxas de 15%. “Aquilo sim foi o verdadeiro golpe”, afirmou.
A principal preocupação das empresas suíças, segundo a Economiesuisse, é a previsibilidade. Para o economista, saber quais regras valerão nos próximos três anos é mais importante do que uma diferença tarifária de 2,5 pontos percentuais, já que isso permitiria às empresas se adaptar com mais segurança.
Adaptação: Fernando Hirschy
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