Socorristas da Indonésia buscam excursionistas mortos em erupção vulcânica
As equipes de resgate da Indonésia retomaram neste sábado (9) a busca pelos corpos de três excursionistas mortos em uma erupção vulcânica em uma zona sismicamente ativa e proibida, informaram as autoridades.
O monte Dukono, na ilha de Halmahera, entrou em erupção na manhã de sexta-feira e lançou uma nuvem de cinzas a 10 quilômetros de altura, em uma área sem cidades ou vilarejos próximos.
A erupção matou dois excursionistas de Singapura e um indonésio, disse naquele dia o chefe da polícia local, Erlichson Pasaribu, embora a agência de busca e resgate ainda os considere oficialmente desaparecidos.
Outros 17 alpinistas, dos quais nove eram de Singapura, conseguiram em sua maioria descer completamente em segurança.
A arriscada busca pelos corpos foi suspensa na noite de sexta-feira enquanto o vulcão continuava rugindo, segundo o funcionário da agência de busca e resgate Iwan Ramdani.
A operação foi retomada neste sábado com mais de 100 socorristas, incluindo policiais e soldados auxiliados por drones, apesar de as condições continuarem perigosas.
“Estamos correndo contra o tempo nesta busca. Quando a situação e as condições forem seguras, nos aproximaremos da cratera, e quando ocorrer uma erupção, devemos colocar todo o pessoal de busca em segurança”, disse Iwan em uma declaração em vídeo gravada na estação de monitoramento de Dukono, no vilarejo de Mamuya.
As informações preliminares indicam que os corpos dos dois singapurenses estavam entre 20 e 30 metros da borda da cratera, enquanto o paradeiro do outro excursionista no Dukono, um dos vulcões mais ativos da Indonésia, permanece desconhecido.
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