Tempestade tropical Lala ganha força e se aproxima do Havaí
A tempestade tropical Lala poderá chegar com força de furacão neste sábado (15) à Ilha Grande do Havaí (Big Island), trazendo ventos perigosos, chuvas e forte ressaca, uma perspectiva que levou o governador a declarar estado de emergência.
O ciclone tropical encontrava-se a cerca de 540 quilômetros ao sul de South Point, na Ilha Grande, a maior do arquipélago. A tempestade avançava com ventos que podem alcançar rajadas de até 137 km/h.
Estava em vigor um aviso de furacão para o condado do Havaí — que abrange a Ilha Grande — e um aviso de tempestade tropical para as ilhas de Maui, Molokai e Kahoolawe, situadas a noroeste.
Também foram emitidos alertas de tempestade tropical para outras ilhas.
Segundo as previsões, poderão ser registradas precipitações entre 203 e 304 milímetros em Maui e na Ilha Grande, além de uma maré de tempestade. As condições adversas podem persistir até domingo.
O governador Josh Green declarou na quinta-feira estado de emergência para garantir que o estado e seus condados “disponham de recursos suficientes para remover destroços, proteger a infraestrutura e adotar outras medidas de preparação”.
O prefeito de Honolulu, Rick Blangiardi, afirmou nesta sexta-feira que seu governo passou dias preparando a região para o impacto da tempestade e pediu que os moradores estejam prontos.
“Não esperem o tempo piorar”, declarou. “Mantenham-se informados, afastem-se de áreas perigosas e certifiquem-se de que sua família saiba o que fazer caso as condições se agravem”, acrescentou.
A agência de gestão de emergências do Havaí recomendou que os moradores limpem calhas e ralos, elevem do chão os objetos de valor, vedem frestas das portas e removam galhos de árvores que possam ameaçar suas propriedades.
Um forte fenômeno El Niño se desenvolve na região central do oceano Pacífico equatorial. As temperaturas já estão tão elevadas que a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) projeta agora uma probabilidade de 69% de ocorrência de “um evento histórico que superaria a intensidade de episódios anteriores de El Niño desde 1950”, quando alcançar seu pico entre outubro e dezembro.
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