Suíça tem a maior taxa de subemprego da Europa
Em 2018, 7% dos trabalhadores da Suíça afirmaram que gostariam de trabalhar mais. As mulheres são as mais afetadas.
De acordo com os números do Departamento Federal de Estatísticas (OFS, na sigla em francês) publicados na terça-feira, a reserva de mão de obra da Suíça conta 830 mil pessoas. Isso inclui 356.000 subempregados, 231.000 desempregados e 243.000 pessoas que estão à procura de trabalho, mas que não estão disponíveis para começar imediatamente.
O volume adicional de trabalho desejado pelos subempregados e desempregados correspondia, segundo os dados do OFS, a uma falta de 299.000 equivalentes a tempo integral.
Quase metade dos subempregados em 2018 (trabalhadores a tempo parcial que gostariam de trabalhar mais e estariam disponíveis) queria aumentar suas horas de trabalho em mais de 10 horas por semana. Mais de 20% destes trabalhadores gostariam de aumentar para mais de 20 horas semanais.
A taxa de subemprego é também elevada na Espanha (5,6%), Chipre (5,4%) e Grécia (5,2%). Ela atinge 3,4% na União Europeia (28 países). Em todos os países da UE e da EFTA, com exceção da Romênia, a taxa de subemprego das mulheres é superior à dos homens.
Na Suíça, a escassez de trabalho é significativamente maior para as mulheres do que para os homens (o equivalente a 164.000 postos de trabalho a tempo integral contra 134.000).
As mulheres constituem a maior parte da reserva de mão-de-obra. Elas representam 58,9% das “pessoas disponíveis, sem procura de emprego” e 56,7% das “pessoas à procura de emprego, não disponíveis”.
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