Empresas suíças tentam recuperar tarifas pagas nos EUA
Grandes empresas suíças, como Swatch e Breitling, anunciaram que vão pedir o reembolso de tarifas pagas nos Estados Unidos, enquanto a decisão final sobre a devolução dos valores ainda depende da Justiça americana.
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A subsidiária da Swatch nos Estados Unidos vai pedir o reembolso retroativo das sobretaxas pagas, informou a empresa nesta segunda-feira (23) em resposta a questionamento da agência de notícias AWP. A Rolex afirmou que não comentaria eventuais pedidos de ressarcimento.
Outras duas companhias conhecidas, a fabricante de chocolates Läderach e a relojoeira Breitling, já haviam dito no fim de semana ao jornal Neue Zürcher Zeitung que também pretendem recuperar as tarifas alfandegárias pagas. O diretor-executivo da Breitling, Georges Kern, afirmou que se trata de “valores significativos”.
Segundo jornais do grupo CH Media, a fabricante de esquis Stöckli também planeja pedir a devolução das tarifas. O mesmo vale para a empresa de acessórios de informática Logitech, a companhia de biotecnologia Jungbunzlauer, o grupo relojoeiro Sowind Group e o conglomerado de artigos de luxo CL International.
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Incerteza jurídica
“As chances de reembolso e os procedimentos necessários ainda são, neste momento, bastante incertos”, afirmou Noé Blancpain, da associação da indústria Swissmem, em resposta à AWP. A Suprema Corte dos Estados Unidos ainda não se pronunciou sobre a possibilidade de devolução das tarifas, o que deixa a decisão nas mãos das instâncias inferiores.
Blancpain explicou que, tecnicamente, as tarifas foram pagas pelo importador nos EUA — que pode ser o próprio cliente, uma empresa distribuidora ou uma subsidiária do fabricante suíço. Portanto, cabe ao importador apresentar o pedido de reembolso.
Na prática, segundo ele, empresas industriais suíças assumiram parte dos custos ao ajustar seus preços. Por isso, será necessário negociar com os clientes para definir como eventual devolução será repartida.
Adaptação: Fernando Hirschy
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