Banco Central nega envolvimento com roubos nazistas
Dois advogados americanos apresentaram queixa coletiva no Supremo Tribunal dos Estados Unidos contra o BNS. Eles dizem representar 12 milhões de pessoas espoliadas pelos nazistas na União Soviética e na Yugoslávia durante a II Guerra Mundial.
O Banco Central Suíço (BNS) negou qualquer ligação com bens confiscados pelos nazistas durante a ocupação de territórios na Croácia e na União Soviética. Reagindo à queixa coletiva apresentada terça-feira por dois advogados nos Estados Unidos, porta-voz do BNS afirmou que o Banco Central ainda não foi notificado.
“Ao final da Segunda Guerra Mundial, todos os bens confiscados ao Banco Nacional da Croácia foram restituídos ao sucessor legal, o Banco Central da Yugoslávia”, afirmou a Swissinfo o porta-voz do BNS, Werner Abegg. Ele precisou ainda que, como é uma instituição pública, o BNS “não pode ser processado” nos Estados Unidos.
Terça-feira, os advogados Tom Easton e Jonathan Levy, da Califórnia, apresentaram queixa coletiva no Supremo americano em nome 12 milhões de pessoas cujos bens foram espoliados pelos nazistas, segundo eles, e posteriormente negociados com o Banco Central suíço.
Muitas das vítimas e seus descendentes vivem nos Estados Unidos e não são judeus, afirmaram os advogados. Nesse caso, não estariam incluídas no acordo global firmado pelos bancos suíços com as organizações judaicas.
Os advogados reivindicam indenização de 980 milhões de dólares mas admitem que a estimativa é alta e que prefeririam negociar um acordo e evitar um longo processo na Justiça. Eles consideram que o Supremo pode acatar a queixa porque consideram o BNS como instituição “semi-pública” porque parte do capital pertence a acionistas particulares.
swissinfo com agências.
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