Despedidos da Swissair no estrangeiro são “beneficiados”
Devido as leis de alguns países, os funcionarios despedidos da Swissair vão receber indenizações do governo federal suíço. Para os milhares que serão depedidos na Suíça ainda não há qualquer plano social.
Os funcionários da Swissair despedidos na Suíça terão menos possibilidades de ser indenizados do que seus colegas no estrangeiro. A informação, revelada quinta-feira pelo semanário “L’Hebdo”, de Lausanne, caiu como uma bomba no mundo político e sindical na Suíça.
Informação confirmada
A questão do “privilégio” dos funcionários no exterior foi discutida em reunião do Comitê de Urgência sobre a Swissair (Task Force) dia 12 de novembro. Quinta-feira, ela foi confirmada pela Secretaria de Estado da Economia (SECO).
Dos 5000 funcionários da Swissair no estrangeiro, 800 a 900 já foram ou serão demitidos e 6,8 milhões de francos foram liberados para indenizações.
É parte da verba de 1 bilhão de francos suíços aprovada pelo governo e pelo Parlamento para permitir que a Swissair opere até o final de março, quando a companhia, em concordata, vai desaparecer. Depois disso, parte dos aviões e vôos da Swissair serão retomados pela Crossair.
Pressões do estrangeiro
Paradoxalmente, o governo insiste em não liberar qualquer verba para um plano social dos milhares de funcionários da Swissair que estão sendo despedidos na Suíça. O governo afirma que não é tarefa dele. A Swissair, em virtual falência, afirma que não tem verba e a Crossair diz que não tem nada a ver com isso.
A verba foi liberada para o estrangeiro, com receio de represálias como o seqüestro de aviões, caso a legislação trabalhista desses países não fosse cumprida, explicou porta-voz da SECO, em Berna.
Na Suíça, os sindicatos reivindicam verba de 100 a 200 milhões de francos para um plano social para cerca de 2.500 pessoas que perderam ou perderão o emprego nos próximos meses.
Pressões internas
“É revoltante, quando soubemos disso quase caímos de costas”, afirmou o representante sindical, Erhard Lang, referindo-se ao plano revelado pela revista “L’Hebdo”.
Por outro lado, o Partido Socialista, um dos maiores do país, insiste que o governo deve pressionar os investidores e acionistas da Crossair a montar um plano social para despedidos na Suíça.
swissinfo com agências
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