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Suíça parceira na prevenção da Aids na África

Manifestação em Durban pelo combate à AIDS. Keystone

Por ocasião da 13a. conferência internacional sobre AIDS, na África do Sul, autoridades suíças questionam como colaborar no combate à enfermidade que assumiu proporções de flagelo no continente africano. O sistema de parceria tem sido uma das opções...

Segundo ONUAIDS, programa das Nações Unidas de combate à doença, registram-se 34 milhões de casos da doença no mundo, sendo que 22 milhões na África. Só a África subsaariana reúne 70 por cento das pessoas contaminadas pelo vírus HIV e 95 por cento dos 13 milhões de “órfãos da AIDS”.

Um exemplo das conseqüências para o continente: em Zimbábue a expectativa de vida diminuiu de 26 anos, passando de 65 a 39 anos. No Malaui ela é de apenas 37 anos atualmente.

Na conferência sobre a AIDS realizada em Genebra, há 2 anos, o combate à enfermidade foi encarado com otimismo, em particular com a combinação de remédios – a triterapia.

Em países ricos como a Suíça, a triterapia permite a aidéticos viverem muito mais tempo. Mas na África trata-se de um tratamento de custo inacessível.

Resta como opção investir na prevenção da doença. A esse respeito, como assinala Jean-Jacques Thorens, chefe do setor de prevenção da AIDS na Divisão Federal de Saúde, e membro da delegação suíça em Durban (costa lested sul-africana), a Suíça participa de projetos destinados dificultar a propapagação da doença.

Nesse sentido, a Suíça procura tirar partido de sua campanha de prevenção “stop Aids” que atraiu a atenção pela abordagem franca da sexualidade. Mas Mark Baechler da Fundação AIDS Suíça destaca a necessidade de adaptar a campanha à realidade africana em que a sexualidade está cercada por muitos tabus.

Por outro lado, algumas personalidades têm realçado a necessidade de a comunicade internacional investir mais dinheiro na prevenção da AIDS e no tratamento dos aidéticos no continente africano.

Dr Peter Piotr, diretor de ONUAIDS, programa da ONU de combate à doença, estima ser necessário multiplicar por 10 os 350 milhões de dólares gastos atualmente na África. Segundo ele, para as necessidades básicas, sem falar em triterapia seriam necessários 3 bilhões de dólares anualmente.

Peter Piotr lembrou a dívida externa custa aos países africanos 15 bilhões de dólares por ano o que representa “quatro vezes mais do que gastam em saúde e educação”.

swissinfo com agaências.

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