Dados de 2019 mostram aumento do racismo na Suíça

Atos de discriminação em público estão virando rotina, segundo especialistas. Keystone

A Suíça registrou um recorde de 352 casos de discriminação em 2019, refletindo um aumento de atos racistas em locais públicos e ataques estimulados por ideologias de extrema-direita.

Este conteúdo foi publicado em 28. abril 2020 - 11:23

A xenofobia foi a principal causa do comportamento racista. Negros e muçulmanos são os mais afetados, com 132 e 55 casos, respectivamente, registrados por centros de aconselhamento em 2019.

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O número de casos com conotação de extrema-direita também aumentou em 2019. Cada décimo ataque se enquadra nesta categoria, observa o jornal Blick em sua edição de domingo passado.

"O cenário da extrema-direita está em movimento", diz a presidente da Comissão Federal contra o Racismo (EKR) Martine Brunschwig Graf, em comentários citados pelo Blick. "Isto deve ser levado a sério; não devemos subestimar".

Apenas um pequeno número de vítimas de racismo, observa ela, procura ajuda de um centro de aconselhamento. Acredita-se que o número de casos não relatados seja bem maior do que o número de casos relatados.

Atos racistas notáveis em 2019 incluíram grafitis de símbolos nazistas, pessoas fazendo a saudação à Hitler e ataques contra jovens negros.

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O "profiling" racial -  a suspeita de autoridades sobre pessoas somente baseada em sua etnia ou religião - é outra questão destacada pelo governo, com 23 casos relatados no ano passado.

Os 352 casos representam um aumento de 27% em relação a 2018. O governo já publicou algumas de suas principais constatações para 2019, mas espera-se que divulgue um relatório completo sobre o assunto na segunda-feira.

Em seu relatório de 2020, a Comissão contra o Racismo e a Intolerância (ECRI) do Conselho da Europa exortou a Suíça a aumentar a capacidade dos centros de aconselhamento para vítimas de racismo.

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