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Estudo com ratos dá esperança para a perda de cabelos em humanos

Ratos de laboratório, em foto divulgada pela Universidade de Kyoto em 5 de outubro de 2012 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 31. março 2021 - 18:23
(AFP)

Ratos estressados perdem os pêlos, devido a um hormônio que atrapalha o crescimento do cabelo, de acordo com um estudo que pode dar esperança aos humanos que perdem o cabelo.

O estudo, publicado nesta quarta-feira (31) na revista científica Nature, é o primeiro a mostrar como o estresse pode causar queda de cabelo e propõe uma forma de contê-lo.

Pesquisadores liderados pelo professor Ya-Chieh Hsu, da Universidade de Harvard, questionam se os hormônios produzidos em situações estressantes têm efeito nas três fases que o cabelo segue: anagênica (crescimento), catagênica (para de crescer) e telogênica (queda).

Em humanos, o estresse induz a produção de cortisona, equivalente em camundongos à corticosterona, produzida pela glândula suprarrenal.

Para medir o papel da corticosterona, os pesquisadores removeram a glândula suprarrenal de um grupo de camundongos, chamado ADX, e compararam o crescimento do cabelo ao de um grupo de controle.

Camundongos ADX (isto é, sem glândula suprarrenal) tiveram uma fase telogênica (repouso) mais curta, e seus cabelos cresceram mais rápido e mais longo durante a fase anagênica.

Além disso, as três fases de crescimento se seguiram muito mais rapidamente, a uma taxa de 10 vezes em 16 meses, em comparação com apenas três vezes no caso dos camundongos do grupo de controle.

O estudo também examinou os efeitos do aumento dos níveis de corticosterona em camundongos, obtidos pela administração desse hormônio ou submetendo o roedor a estresse externo. Em ambos os casos, os ratos passaram por uma fase de repouso do crescimento do cabelo mais longa do que a fase normal.

Os pesquisadores descobriram que a corticosterona impedia a produção de uma proteína, Gas6, essencial para o crescimento do cabelo. Eles verificaram que poderiam neutralizar o efeito da corticosterona injetando a proteína Gas6 na pele dos camundongos.

"Nossa descoberta é apenas o primeiro passo importante e daremos mais trabalho antes de encontrar uma aplicação em humanos", disse o professor Hsu à AFP. Embora "seria interessante ver se Gas6 pode estimular o crescimento do cabelo em geral", acrescentou.

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