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Pompeo reitera que EUA não negociará com Maduro

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Michael Pompeo em audiência no Senado em Washington afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. julho 2020 - 16:35
(AFP)

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, reiterou nesta quinta-feira (30) a posição dos Estados Unidos diante do governo de Nicolás Maduro, afirmando que não negociará com o presidente venezuelano.

À pergunta do senador republicano Marco Rubio durante uma audiência no Congresso sobre se o governo de Donald Trump iria negociar com Maduro, Pompeo respondeu rapidamente: "Não".

"A política é não negociar com eles outra coisa que não seja sua saída do poder", afirmou o secretário.

O governo de Maduro anunciou nesta quinta que "retomou" contatos com a Noruega, país que mediou, no ano passado, uma tentativa frustrada de diálogo com a oposição.

Nesta semana, o emissário do governo de Donald Trump para a crise venezuelana, Elliot Abrams, também expressou a mesma posição que Pompeo.

"Dissemos desde o início que a única coisa que discutiremos com Maduro são os detalhes de sua saída", disse Abrams na terça-feira em uma reunião com jornalistas, na qual alertou que as condições para as eleições na Venezuela são "muito piores" do que em 2018.

Os principais grupos de oposição venezuelanos já anunciaram um boicote, por não reconhecerem a autoridade do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) nomeado pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), de linha oficialista.

Desde janeiro de 2019, quando Maduro assumiu seu segundo mandato, os EUA aumentaram a pressão sobre a Venezuela, apoiando os esforços para "restaurar a democracia", os quais têm o líder do Parlamento, Juan Guaidó, à frente.

Eleito em 2015, Guaidó é reconhecido pelos Estados Unidos e por cerca de 60 países como única autoridade legítima na Venezuela.

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