Aumenta insatisfação no trabalho
O mito do suíço trabalhador e satisfeito está em franca decadência. Pesquisa indica que mais da metade dos suíços estão resignados ou insatisfeitos com o emprego que têm.
O número de pessoas insatisfeitas no trabalho não cessa de aumentar na Suíça desde 1999, fenômeno que os especialistas chamam de “depressão latente”. A constatação é do Instituto suíço TransferPlus, que divulga todo ano uma pesquisa sobre o grau de satisfação no trabalho.
Insatisfação e indiferença
Depois de interrogar 700 funcionários de várias categorias profissionais em todo o país, em 2002, a pesquisa concluiu que as pessoas que se declaram insatisfeitas passaram de 31 para 39%.
A soma dos que se declaram “insatisfeitos” e dos que se declaram “resignados” totaliza 51%, algo jamais registrado na Suíça. Os resignados são os que responderam que não estão safisfeitos “mas que poderia ser pior”.
Há insatisfeitos em todas as categorias sociais mas a insatisfação maior com o trabalho é encontrada entre os jovens com formação universitária e entre os executivos na casa dos 50 anos.
Exemplos na Escandinávia
Duas das causas de insatisfação citada pelos entrevistas são o excesso de trabalho e a impossibilidade de tomar decisões na organização do próprio trabalho.
A questão é levada a sério na medida em que a insatisfação aumenta o estresse e repercute diretamente na produtividade do trabalho.
Os autores da pesquisa citam exemplos de projetos nos países escandinavos em que o trabalho é organizado em equipes com grande autonomia, autogestão e compensações financeiras conforme os resultados para aumentar a satisfação no trabalho.
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