Cidades imaginárias estão em Genebra
«Versão», a bienal da criação contemporânea e das novas tecnologias ocorre atualmente em Genebra.
Uma outra exposição, dentro da “Versão”, mostra os trabalhos de criadores internacionais e suíços reunidos sob o tema das “cidades imaginárias”.
Existem cidades profundamente arraigas na terra, irremediavelmente ligadas à realidade. São as cidades em que geralmente vivemos e que podem ser aborrecedoras, perigosas, cansativas.
Depois, tem as cidades para as quais fugimos e que podem surgir de nossos sonhos. São cidades imaginárias, não obrigatoriamente utópicas e que funcionam como escapatórias, muito salutar em nosso mundo tão mecanizado.
Passeio no «Sims»
Essas cidades imaginárias ocupam dois andares no Centro pela Imagem Contemporânea, em Genebra. Como elas chegaram aqui? Não foi com gruas nem guindastes. Foi através do vídeo manejado com uma dexteridade fascinante por artistas internacionais e suíços.
Apresentadas durante a bienal “Versão”, as criações estão reunidas em uma exposição chamada SIMulação city.
O título refere-se ao jogo eletrônico “Sims”, um dos bons exemplos do potencial criativo dos jogos eletrônicos lúdicos.
Se as cidades reais são construidas de pedra, cimento e asfalto, as cidades imaginárias são fabricadas com procedimentos numéricos. Foi assim que os artistas recebidos em Genebra desenharam e reinventaram espaços urbanos. Colocaram ainda habitantes com percursos individuais e coletivos, virtuais, claro.
A idéia das cidades virtuais não é nova. O escritor e teólogo Italo Calvino já a abordava em seu brilhante livro “Cidades Invisíveis” e é nele que penso à saída da exposição.
Destins de personnages anonymes
Comme on pense d’ailleurs à Peter Handke qui, dans sa pièce muette «L’Heure où nous ne savions rien l’un de l’autre», porte à la scène la vie d’une place publique quelque part dans une ville. S’y croisent les destins de personnages anonymes, semblables à ceux qui animent la toile de Peter Aerschmann.
Peter Aerschmann (35 ans) est alémanique. Dans le cadre de «SIMulation city», il présente «Stop», une installation interactive conçue à partir de scènes de rue filmées et projetées, par vidéo interposée, sur grand écran.
Point focal de ces scènes: un arrêt de bus. Soit un «Stop» qui s’anime lorsque le visiteur appuie sur un bouton et fait circuler les passants selon des parcours répétés, mais à chaque fois différents.
Autres parcours imaginés par l’artiste Chilienne Tania Ruiz (31 ans) qui dans «Plaza I et II» s’attarde elle aussi sur une place publique.
Questões sociais
Só que aqui, os personagens da praça, que se mexem como num filme de animação, seguem trajetórias previamente traçadas e, portanto, não têm liberdade de movimento.
Além de considerações puramente estéticas, a exposição aborda também questões sociais ligadas a toda vida urbana. SIMulação city tem tudo a ver com a manifestação “Versão”, dedicada às novas tecnologias na arte visual contemporânea.
“Para a edição 2004, essa manifestação bienal, criada em 1994, questiona a noção de cidade: até onde ela vai e que aberrações provoca”, explica André Iten, diretor do Centro Pela Imagem Contemporânea.
Para responder a essas interrogações, há projeções de filmes, debates e conferências no programa da “Versão 2004”, até 19 de dezembro.
swissinfo, Ghania Adamo
adaptação, Claudinê Gonçalves
– «SIMulation city» est une exposition présentée dans le cadre de la manifestation biennale «Version 2004».
– Projections de films, débats et conférences sont également au programme.
– L’exposition se tient jusqu’au 19 décembre au Centre pour l’image contemporaine, à Genève.
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