Entrevista
Leia a seguir a entrevista com o chefe da delegação suíça na Conferência de Milão, embaixador Beat Nobs.
Quais são os principais objetivos da Suíça na Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas?
Beat Nobs: Nós temos objetivos muito específicos. Queremos negociar as últimas partes técnicas que ainda precisam ser feitas, para que o protocolo de Kyoto seja viável.
Eu acho que os pontos para os Mecanismos de Desenvolvimentos Limpos precisam ainda ser revistos e melhor entendidos. Precisamos delinear de forma mais clara estes programas e implementar as tecnologias.
Quanto a Suíça está investindo nesta cruzada contra as mudanças no clima?
BN: Falando de fundos de investimentos, posso assegurar que estamos disponibilizando uma quantia muito alta. Estes recursos estão sendo aplicados em diferentes campos.
Eles contém os esforços dos países Suíça, Canadá, Noruega e da Cominidade Européia. Nós sustentamos com 410 milhoes de dólares por ano programas em países em desenvolvimento, desde o ano de 2002 e vamos aumentar esta contribuição até 2005.
O que o país está fazendo para evitar as mudanças climáticas em seu próprio território?
BN: Nós temos leis muito especias para a proteção do meio ambiente, que cuidam da natureza, da água, dos perigos dos agentes químicos. E mais. A nossa proteção às reservas naturais é uma das prioridades da politica do governo, como está prevista na Constituição. Se não me engano, no artigo 50 da nossa Carta.
Por essa razão nós estamos engajados, envolvidos em todas as áreas de negociações internacionais, como o clima, as florestas, a água, até a poluição dos mares, mesmo sem tê-lo em nossas fronteiras.
Atuamos em vários organimos internacionais e somos coerentes com esta nossa politica. Estamos certos de que não se pode ter um desenvolvimento sustentável sem a proteção do meio ambiente. Todo o crescimento sustentável deve receber um apoio, sem este apoio entreremos numa estrada sem saída. Por isso tentamos fazer com que esta idéia ganhe força junto aos países desenvolvidos.
Qual será o impacto ambiental na Suíça caso a questão do clima não seja superada?
BN: Bem , todos nós estamos vulneráveis. Nós temos vistos sérios e extremos fenômenos climáticos, nos últimos anos. Estamos enfretando problemas, principalmente na regiao dos Alpes, com a indústria do turismo, gastamos muito com a nossa proteção.
Portanto não estamos apenas impondo medidas atenuantes nacionais, que custam, mas também buscamos saídas para minimizar as perdas. A redução da emissão de CO2 o mais rápido e de forma sustentável que podemos fazer é uma prioridade.
Tentamos convencer os nossos parceiros internacionais que este é um problema global. Nós reconhecemos as dificuldades de cada um mas precisamos realizar um esforço ainda maior entre os países em desenvolvimentos e os países desenvolvidos. Mas todos devem estar na mesma estrada, juntos.
Qual á opinião do senhor sobre a posição dos Estados Unidos?
BN: Nós esperamos que os Estados Unidos retornem à longa estrada da comunidade internacional e nos ajudem a combater as mudanças climàticas como estão fazendo, separadamente e em partes, no seu país. Esperamos que os Estados Unidos reconheçam o protocolo de Kyoto. Eles também precisam contribuir.
swissinfo, Guilherme Aquino em Milão
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