Suíça tem laboratórios de idéias
Definir tendências que influenciem o futuro do país, condensar e vulgarizar essas tendências é missão que se dá a Fundação "Avenir Suisse".
Esse “laboratório de idéias”, de tendência liberal, criado em 1999 em Zurique, se expande a Genebra.
A inauguração de “antena genebrina” – como a denomina o jornal Le Temps, de Genebra – na quarta-feira, 4 de setembro, ocorre três anos depois que a Fundação Avenir Suisse (porvir suíço) foi criada em Zurique.
“Avenir Suisse” tem como proposta, ou pelo menos ambição, servir de referência na definição de tendências que devem marcar o futuro do País em diferentes setores: político, econômico, social e cultural.
Liberalismo
Suas conclusões, condensadas e vulgarizadas, podem assim prestar serviços aos que tomam decisões nesses setores da vida pública.
Mas “Avenir Suisse” não é neutra. É um grupo criado por 14 multinacionais – do porte de Nestlé, Novartis, UBS e Credit Suisse – que visa influenciar a opinião pública.
Influenciar segundo uma visão liberal em que as forças do mercado deveriam ter grande margem de manobra. E em que a intervenção do Estado deveria ser mínima.
Inconformismo
Para apontar ou corrigir uma direção é preciso saber em que rumo se caminha. É preciso “conceptualizar” o que existe apenas de maneira difusa ou parcelada.
O trabalho dos que vão elaborar as idéias captadas nos ares dos tempos para a Fundação é torná-las compreensíveis. Nesse sentido contam também com a colaboração da mídia nessa tarefa de vulgarização.
“Avenir Suisse” se distinguiu pelo menos no início por por certo inconformismo. Um exemplo, citado pelo “Le Temps”: em novembro de 2001 a Fundação defendeu uma política de imigração mais pragmática como resposta ao “risco de déficit demográfico” na Suíça. A proposta contrariava a política oficial.
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