Ativista pró-Palestina diz que FBI frustrou plano para matá-la nos EUA
Uma ativista palestino-americana radicada nos Estados Unidos disse nesta sexta-feira (27) que o FBI frustrou um plano para assassiná-la, e acusou figuras pró-Israel de incitar a violência.
Nerdeen Kiswani lidera na cidade de Nova York o grupo de defesa da causa palestina Within Our Lifetime, e foi uma figura-chave na organização de manifestações centradas no conflito na Faixa de Gaza.
“Ontem à noite, o Grupo Conjunto de Luta contra o Terrorismo do FBI me informou que um plano contra a minha vida estava prestes a ser executado”, publicou Nerdeen no X. Segundo ela, os agentes fizeram uma operação em Hoboken relacionada com o plano.
O suspeito, Alexander Heifler, foi detido depois de compartilhar, sem saber, com um agente infiltrado seus planos de lançar coquetéis Molotov contra a casa de Kiswani, segundo a promotoria federal de Nova Jersey.
Citando uma fonte da polícia, o jornal The New York Times informou que Heifler era membro de um braço da Liga de Defesa Judaica, classificada pelo FBI como organização terrorista.
O indivíduo enfrenta acusações separadas por fabricar e possuir dispositivos destrutivos, cada uma das quais prevê até 10 anos de prisão. Nesta sexta-feira, compareceu a um tribunal de Nova Jersey.
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, descreveu o plano contra Kiswani como um “ato arrepiante de violência política”.
No mês passado, Kiswani processou a Betar US, um grupo direitista pró-Israel, por supostamente violar seus direitos civis ao oferecer “recompensas” nas redes sociais para que as pessoas a perseguissem ou agredissem.
“Durante meses, organizações sionistas como o Betar e políticos como Randy Fine incentivaram a violência contra mim e a minha família”, disse Kiswani.
O republicano Randy Fine foi acusado de islamofobia após sugerir no X que preferia os cães aos muçulmanos, ao responder a uma publicação de Nerdeen Kiswani na qual ela descrevia os cães como “impuros”.
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