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Candidato da extrema direita é eleito presidente na Colômbia

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O candidato da extrema direita Abelardo de la Espriella, apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi eleito neste domingo presidente da Colômbia, ao derrotar por uma pequena margem o candidato da esquerda, segundo a contagem preliminar da autoridade eleitoral.

Em uma das votações mais acirradas da História, o jurista De la Espriella, que não tem experiência na política, venceu no segundo turno por 49,6% dos votos o senador Iván Cepeda (48,7%), aliado de Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da Colômbia, segundo 99,7% da apuração preliminar do órgão que organiza as eleições.

Nas ruas de Bogotá e de outras cidades do país, ouviam-se assobios e buzinas. “Estamos todos felizes, queremos esta mudança para o país. Foram quatro anos em que o meu setor da construção foi muito afetado”, disse à AFP o engenheiro civil Raúl Vásquez, 41, em Barranquilla, reduto político de De la Espriella.

De nacionalidades colombiana e americana, De la Espriella tomará posse em 7 de agosto, com um programa de governo que antecipa uma guinada radical à direita, com um corte de 40% no tamanho do Estado, a construção de megaprisões, o porte de armas por civis e uma ofensiva sem trégua contra os grupos armados com o apoio de Israel e Estados Unidos.

A assinatura do acordo de paz com a guerrilha das Farc em 2016 trouxe alguns anos de calma à Colômbia. Mas, uma década depois, a campanha foi marcada pela violência, que incluiu o assassinato de um candidato à Presidência. 

De la Espriella culpou Petro, a quem chama de “chefe da máfia” e ameaçou levar à Justiça dos Estados Unidos. O advogado, que se autodenomina “El Tigre”, disse à AFP que buscará apoio de Trump e de Israel para lançar uma ofensiva de 90 dias contra a guerrilha, com bombardeios e fumigação de plantações de drogas no maior produtor de cocaína do mundo.

O discurso do direitista em favor de Washington, das forças de ordem e dos empresários se assemelha ao de outros líderes de direita da região, como o salvadorenho Nayib Bukele e o argentino Javier Milei.

Petro disse que somente reconhecerá o vencedor após a apuração oficial, que pode levar dias.

bur-lv/das/vel/lb

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