Linguagem sexista
Os nomes em que um mesmo gênero gramatical designam indistintamente o indivíduo do sexo masculino ou feminino pertencem à linguagem epicena.
A supressão de “Senhorita” em Lausanne pode ser considerada como um aspecto dessa linguagem muito discutida, precisamente na perspectiva da eliminação do sexismo na linguagem.
Ao adotar uma comunicação oficial uniforme e coerente, a prefeitura de Lausanne vai na direção da feminização da língua.
Um dos muitos exemplos de sexismo na linguagem está na palavra “chef”, em francês. Seguindo-se as regras gramaticais, o termo feminino deveria ser “cheffe” mas o ele é pouco utilizado. Muitas pessoas não o admitem porque consideram que com a língua não se mudam os fatos.
Valérie Berset, delegada para assuntos de igualdade na prefeitura de Lausanne, dá o exemplo de uma menina de 5 anos.
Se ela aprende na escola que, em francês, a palavra “cheffe” existe, naturalmente ela vai saber que um dia poderá ocupar essa função. No entanto, reconhece Berset, a mudança de mentalidade deve ser pensada em termos de gerações e não de anos.
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