Mulheres reivindicam maior igualdade
A globalização da economia não pode ser feita às custas das mulheres. O apelo foi lançado por grupos de defesa dos direitos humanos e pela organização não governantal "Declaração de Berna", quinta-feira, dia internacional da mulher. 80% dos pobres no mundo são mulheres, de acordo com essas organizações.
Grupos suíços de defesa da mulher e a ONG Declaração de Berna, uma das mais ativas na Suíça, apresentaram suas reivindicações por ocasião do dia internacional da mulher, quinta-feira.
Nos geral, elas pedem que todas as decisões políticas e comerciais levem em consideração o princípio da igualdade entre homens e mulheres. Na Suíça, querem que o governo tome medidas de proteção da vida privada e professional das mulheres. Exigem também mais recursos para pesquisas sobre a participação das mulheres na economia.
Mesmo se houve progressos nos últimos anos, a igualdade profissional entre homens e mulheres está longe de ser conquista na Suíça, segundo as organizações. Dados da Divisão Federal de Estatística (OFS) o número de mulheres em cargos de direção triplicou desde nos últimos 10 anos (10,6 %) mas ainda é bem inferior aos dos homens (19,1%).
Metade das mulheres trabalha a tempo parcial na Suíça (devido as tarefas familiares) e somente 10% dos homens. Isso prejudicaria a carreira profissional das mulheres que reinvidicam, portanto, melhor divisão do tempo de trabalho. “Parecem ignorar também que as mulheres têm acesso mais difícil à formação, ao crédito e à propriedade”, afirma Marianne Hochuli, da Declaração de Berna.
´
As manifestantes também fazem reinvindicações à OMC, Organização Mundial do Comércio, afirmando que nenhuma outra rodada de negociação comercial deve ser iniciada antes de estudar os efeitos da liberalização sobre as mulheres. E lembram que 80 % das pessoas pobres no mundo são mulheres.
swissinfo com agências
Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch
Mostrar mais: Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch
Veja aqui uma visão geral dos debates em curso com os nossos jornalistas. Junte-se a nós!
Se quiser iniciar uma conversa sobre um tema abordado neste artigo ou se quiser comunicar erros factuais, envie-nos um e-mail para portuguese@swissinfo.ch.