Presidente pede globalização dos direitos humanos
"Depois da globalização da economia, é preciso agora globalizar dos direitos fundamentais". Em discurso diante da Comissão dos Direitos Humanos da ONU, reunida em Genebra, Maurice Leuenberger pediu que os governos apliquem as resoluções da Comissão.
Em discurso, sexta-feira, 30.3, diante da Comissão dos Direitos Humanos da ONU, reunida em Genebra, o presidente suíço em exercício, Maurice Leuenberger, afirmou que seria muito fácil para ele “condenar a existência da pena de morte nos Estados Unidos, reafirmar as violações dos direitos humanos na Chechênia ou denunciar as perseguições contra minorias e comunidades religiosas na China”.
Leuenberger lançou um apelo aos governantes para que apliquem as resoluções da Comissão de Direitos Humanos, que qualificou de “verdadeira consciência da comunidade internacional”.
“Nossa responsabilidade vai além das denúncias unilaterais de violações dos direitos humanos”, afirmou. “Ela implica medidas concretas guiadas pelo direito internacional, em matéria de alimentação, redução da dívida externa, meio ambiente, etc”, precisou o presidente suíço.
Afirmou também que “depois da globalização da economia, agora é preciso globalizar os direitos fundamentais”. Lembrou que 2 bilhões de pessoas dispõem de menos de 2 dólares por dia para sobreviver, enquanto a fortuna das 15 pessoas mais ricas do mundo ultrapassa o PIB, produto interno bruto, de todos os países africanos ao sul do deserto do Sahara.
swissinfo com agências
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