Suíços de Israel querem ficar lá
Apesar da situação se agravar cada vez mais, os suíços que vivem em Israel não pretendem voltar para a Suíça, pelo menos por enquanto.
A insegurança se generaliza nas grandes cidades isralenses. A tensão é tal que as pessoas temem o tempo todo por suas vidas.
Cerca de 8 mil suíços
Os bares, restaurantes, salas de espetáculo e até supermercados estão vazios porque as pessoas preferem ficar trancadas em casa. Os suíços não são diferentes.
A embaixada suíça em Tel-Aviv calcula que existam 8 mil suíços em Israel, a maioria com dupla nacionalidade. Ressalva, no entanto, que nem todos os suíços de Israel constam dos registros consulares.
Muitos estiveram na Suíça durante os feriados de Páscoa e, por razões de segurança, poderão ter deixado os filhos na Suíça. Isso só será verificado no próximo domingo, quando as crianças voltam às aulas em Israel.
Apesar da situação econômica também estar piorando, os suíços de Israel não falam em deixar o país, pelo menos por enquanto. Aparentemente, eles estão mais preocupados com a recrudescência do anti-semitismo na França e na Europa do que com a situação explosiva em Israel.
Mais imigração que emigração
Marcus, ex-rabino de Berna, por exemplo, afirma que “ficará em Jerusalém”. Françoise Cafri e Maryse Weill, de La Chaux-de-Fonds, também dizem que ficam.
Na verdade, tudo depende de como a situação vai evoluir. Em todo caso, atualmente, o Estado hebreu registra mais chegadas de cidadãs do que partidas. Uma imigração que vem sobretudo dos ex-repúblicas soviéticas e da Argentina, por razões econômicas, e da França, com receio do anti-semitismo.
swissinfo/Serge Ronen, Jerusalém
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