Novo festival de jazz vanguardista em Willisau
Realiza-se até domingo, 3/9, perto de Lucerna, centro da Suíça, nova edição do Festival de Jazz de Willisau. Voltado para o jazz atual, o percussionista brasileiro, Ciro Baptista, foi convidado, mas o maior destaque é Cecil Taylor (teclados).
Willisau faz pouca concessão à moda e não está destinado ao que se chama de “grande público”. Niklaus Troxler, fundador e diretor do festival gosta de repetir: “Queremos oferecer coisas novas, não necessariamente populares”.
Realizado na pacata cidade de Willisau, centro da Suíça, o festival está na sua 26a. edição e não tem deixado de atrair grandes nomes. Por lá já passaram Egberto Gismonti, Archie Shepp, Frank Wright e Albert Mangelsorff, entre dezenas de outros.
Neste ano, o nome mais conhecido dos jazzistas modernos é Cecil Taylor, 71 anos, considerado o maior tecladista de vanguarda no gênero. Ele se apresenta seu free jazz, sozinho, DOMINGO, 3 de setembro, no encerramento. Vem depois o quinteto funk e James Carter.
O evento que atrai cerca de 6000 pessoas, tem esta sexta-feira
consagrada aos “grooves”, com o grupo do baixista americano Bill Laswell (música experimental), e o conjunto de Cindy Blackman, bateria, que reúne D. Gilmore, guitara, e Victor Bailey, baixo.
SÁBADO, à tarde(dia de “folks roots”), estão previstos vários intérpretes. Quatro deles, Hans Kennel – na batuta, Ray Anderson, Bob Stewart, Tom Varner e a cantora suíça Erika Stucki, nascida em San Francisco, devem prestar homenagem ao “Alphorn” (corneta dos alpes, instrumento típico suíço).
À noite do mesmo SÁBADO apresentam-se 3 outros grupos: o quarteto do clarinetista Claudio Puntin, o “combo” da saxofonista americana Jane Ira Bloom e o conjunto “Orange” do clarinetista alemão Michael Riessler.
O festival é realizado numa espécie de gigantesco barraco de madeira, ao lado do centro da charmosa cidadezinha. Os artistas geralmente adoram se apresentar no festival.
«Willisau é um dos melhores lugares do mundo para a gente tocar” disse uma vez o conhecido pianista Keith Jarret que com o passar dos anos tem ficado tão difícil quanto João Gilberto com suas exigências consideradas exageradas.
Swissinfo com agências.
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