Brasileira degolada na Suíça
Jovem brasileira de 20 anos foi assassinada no fim de semana em bordel de Lugano, sul da Suíça. Ela "trabalhava" há um mês no local. O cadável foi encontrado às 17h00 GMT de domingo no quarto do hotel onde ocorreu o crime.
Verificou-se imediatamente que a jovem foi degolada com uma faca ou um caco de vidro. Mas do assassino por exemplo ainda não se tem notícias. Assim uma das muitas brasileiras que vêm à Suíça em busca de melhores condições de vida, por livre e espontânea vontade – mas às vezes enganadas por traficantes ou aliciadas por um trabalho de dançarina em buates – teve um fim tráfico no Hotel Gabbiano, de Lugano.
O hotel é um dos muitos estabelecimentos da região da Suíça de língua italiana transformados em bordel para satisfazer à crescente demanda. Com a construção de novo e gigantesco túnel ferroviário nos Alpes, para mais uma ligação Norte-Sul da Europa, é grande o número de operários afetivamente carentes que sobretudo no fim de semana vão em busca de mulheres.
Detalhes sobre o crime estão sendo difíceis de apurar. O responsável do hotel remete os repórteres à polícia judiciária. E o telefone da polícia judiciária responde simplesmente que a “comunicação não é possível”.
Vale assinalar que até há cinco anos, latino-americanas, em particular da República Dominicana, Colômbia e do Brasil, dominavam a vida noturna suíça. Desde então a concorrência tem sido muito grande de cidadãs originárias do Leste Europeu, Tailândia e África Ocidental: Camarões, Costa do Marfim, Gana…
Detalhe picante: o dono do Hotel Gabbiano, onde ocorreu o crime, foi eleito no fim de semana para o executivo da cidade de Lugano. Trata-se de Giuliano Bignasca, líder da Lega, partido de direita.·
O assassino entregou-se à polícia de Como, Itália, terça-feira, 18.04.
J.Gabriel Barbosa
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