Contencioso com Israel permanece
Um escritório de coordenação suíça com os Palestinos, instalado em Jerusalém, irrita as autoridades israelenses. Essa representação "é um problema" disse o primeiro-ministro Ariel Sharon ao chanceler suíço Joseph Deiss, que encerrou na terça-feira visita oficial ao Oriente Médio.
O Escritório de Coordenação não é apenas um “problema”. Segundo Ariel Sharon seria “contrário aos Acordos de Oslo” (acordos de paz israelo-palestinos assinados na capital norueguesa em 1993). E pediu que ele fosse removido.
Todas as representações estrangeiras junto aos palestinos foram instaladas em Ramallah, Jericó ou Gaza, o que deixa a Suíça em situação desconfortável. O ministro suíço das Relações Exteriores, Joseph Deiss, realçou que o Escritório não implicava tomada de posição sobre a questão de Jerusalém (proclamada capital por Israel, mas não reconhecida pela comunidade internacional). E não deu qualquer sinal sobre intenção suíça de fechar a representação.
Por outro lado, se o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, insistiu no problema da segurança de Israel, afirmou que o não construirá novas colônias judaicas nos territórios palestinos. Observadores destacam porém a inexistência de promessa de que não vá ampliar as existentes.
Anteriormente, em encontro com seu colega israelense, Shimon Peres o ministro Deiss enfatizou a necessidade de Israel respeitar o direito humanitário “e não obstruir o trabalho das organizações humanitárias”.
Além dos contatos habituais, o objetivo da viagem de Deiss foi lembrar a necessidade do respeito ao direito humanitário estipulado pelas Convenções de Genebra, das quais a Suíça é depositária e deve observar a aplicação. Essas Convenções determinam principalmente a proteção da população civil nos conflitos.
No encontro com Sharon, Deiss falou concretamente do problema das taxas cobradas por Israel sobre a ajuda humanitária do Comitê Internacional da Cruz Vermelha à população palestina. Deiss disse à imprensa que “Sharon deu respostas claras” e prometeu examinar essas questão das tarifas cobradas à ajuda humanitária.
sissinfo com agências
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