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Defesa da prostituição se organiza

"Uma profissão como outra qualquer". Keystone / Fabian Biasio

Em coletiva à imprensa em Berna, foi apresentado "PROCORE", organização que reúne 20 programas de defesa e ajuda a homens e mulheres que se prostituem, reivindicando mais direitos e reconhecimento social da profissão...

PROCORE (PROstituição, COletivo, REflexão) coordena no país os esforços de 20 organizações de diferentes estados na tentativa de melhorar as condições de trabalho na indústria do sexo.

Parte-se do princípio de que a prostituição é uma realidade e que o mercado do sexo “não pode ser suprimido por leis e regulamentos”. Constata também falhas nas legislações regionais sobre essa questão. A prostituição é legal, mas é muito fácil para quem a pratica cair na ilegalidade. Não é possível, por exemplo, visto de permanência para estrangeiros que queiram exercer o profissão na Suíça.

(A esse respeito, vale lembrar que, atraídas por promessas de vida melhor ou, por exemplo, pelo trabalho de “dançarina”, têm afluido à Suíça, e a outros países da Europa, grande número de mulheres, em particular do Leste Europeu, mas também da África, São domingo ou do Brasil.

A realidade que encontram é geralmente muito diferente da que é pintada pelos intermediários e proxenetas que podem constituir verdadeiras mafias. E, se o trabalho na indústria do sexo já é difícil para os suíços e suíças, para os estrangeiros fica muito mais complicado.

A prostituição é legal, mas os que a exercem com freqüência vivem na ilegalidade com todas as conseqüências que isso implica. As pessoas que vendem seus charmes podem ser exploradas, maltratadas ou escravizadas por gente sem escrúpulo. Umas são obrigadas a se prostituir, outras se endividam ou ficam sem o passaporte. Estando ilegalmente no país, não abrem a boca).

O que PROCORE deseja é uma adaptação da legislação suíça à realidade. Se as pessoas que praticam a prostituição masculina ou feminina já gozam de melhor consideração que no passado, estima ser necessário um reconhecimento social da profissão. Daí a exigência de que se diminuam os riscos ligados ao exercício da prostituição.

Tudo passa por uma mudança de mentalidade e modificações e uniformização da legislação…

swissinfo com agências.

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